A partir de hoje, 22 de outubro de 2017, quando alguém perguntar a minha idade, vou ter que responder: 70 ANOS.
Adoro e sempre adorei fazer aniversário e, sempre que pude, festejei.
Quando pequena era a minha mãe que, com alegria e competência, se encarregava
da festa.
Depois, a tarefa era minha e eu sentia a mesma alegria.
Sou filha única, minha mãe é filha única e a mãe dela (a avó com quem
morávamos) era a única filha mulher em um bando de homens. Pelo lado do meu pai,
fui a primeira neta e a primeira sobrinha de tios adolescentes pra quem eu era
um brinquedo.
Portanto, me acostumei a ganhar atenção e até hoje gosto, rsrsrs
Tem dia melhor pra gente ser paparicado do que o dia do nosso aniversário?
Por isto, nunca deixei ninguém esquecer, e alguns dias antes já estava lembrando
a todos a efeméride, como registrou o Claudio Levitan nos
nossos tempos de faculdade.
Hoje estou um pouco assustada.
Vendo as fotos da festa dos 70 anos da minha avó, em 1976, constato que ela era
uma velhinha! Já olhando as fotos dos meus pais e tios, que viraram setentões
no final dos anos 90, vejo que eles já não eram tão velhinhos como ela. E, com tristeza,
penso como teriam sido o tio Paulo e na Vó Elvira aos 70 e que foram embora antes.
Estou assustada porque a minha idade não está combinando comigo. Não me sinto
velha, nem quando me olho no espelho. Acho que a minha idade não está combinando
comigo.
Como legalmente sou idosa há dez anos, devo respeitar a lei e, com um pouco de
atraso, me achar idosa?
Ao mesmo tempo, no entanto, me vejo com as características típicas desta etapa
da vida.
A pele perde o seu antigo viço, aparece um código de barras nos lábios, se
instalam as rugas e os cabelos brancos, vem uma dorzinha aqui, uma dorzinha
lá, sinto que tenho menos força e que canso mais rapidamente. Além disso tudo, todo
o santo dia preciso tomar remédios (para a tireoide e para o colesterol, herança
da família Sampaio).
Não esquecendo que tudo despenca, menos as gengivas, como diria a
minha tia Iolanda, rsrsrs
No dia a dia, me acompanham as atrapalhações.
Abro o armário com o prato na mão para usar o micro-ondas ou abro o micro-ondas
para guardar o prato no armário!
Esqueço onde deixei o celular, as chaves, a bolsa, etc, etc e
etc...
Saio da cozinha, super decidida, com a intenção de buscar alguma coisa no
quarto. No meio do caminho, que é curto, esqueço o que era. Refaço o trajeto para tentar lembrar, mas nem sempre dá certo.
Conversando é a mesma coisa: no meio de uma frase, se me distraio e esqueço o que estava dizendo.
E não riam, porque todo mundo vai chegar lá!
Este é o meu conflito: sei que estou velha e não me sinto velha.
A sorte é que, junto com as mazelas que a velhice traz, tenho tudo o que vivi
impregnado em mim, moldando quem sou.
Hoje, me sinto mais sábia! Não mais sábia do que os outros, jovens ou velhos,
mas mais sábia do que eu era ontem.
Vivi intensamente, conheci pessoas maravilhosas, tive e tenho amigos, uma
família solidária, divertida, talentosa e ancestrais de quem me orgulho.
Me dediquei a muitas causas e produzi coisas legais, para mim e para
outras pessoas .
Tenho muito para lembrar tendo a certeza de que sempre fiz o melhor que eu
pude, acertando ou errando.
E tenho o mais importante de tudo: os meus amores - meu companheiro, meus
filhos, noras, netos, parentes e amigos queridos, enfim, um bando de gente
legal que sabe que pode contar comigo e com quem eu sei que posso contar.
Chego aos 70 anos me sentindo feliz!
1949
1957
1962
1994
1997
2004
2005
2007

2010
2011
2012
2013
*com direito a festa com os netos pelo skype!
2015
* com os primos queridos, Hélio e Nelci
p.s. minha avó Dulce aos 70. Não era uma velhinha?
Adoro e sempre adorei fazer aniversário e, sempre que pude, festejei.
Quando pequena era a minha mãe que, com alegria e competência, se encarregava da festa.
Depois, a tarefa era minha e eu sentia a mesma alegria.
Sou filha única, minha mãe é filha única e a mãe dela (a avó com quem morávamos) era a única filha mulher em um bando de homens.
Portanto, me acostumei a ganhar atenção e até hoje gosto, rsrsrs
Tem dia melhor pra gente ser paparicado do que o dia do nosso aniversário?
Por isto, nunca deixei ninguém esquecer, e alguns dias antes já estava lembrando a todos a efeméride, como registrou o Claudio Levitan nos nossos tempos de faculdade.
Estou assustada porque a minha idade não está combinando comigo. Não me sinto velha, nem quando me olho no espelho. Acho que a minha idade não está combinando comigo.
Como legalmente sou idosa há dez anos, devo respeitar a lei e, com um pouco de atraso, me achar idosa?
Ao mesmo tempo, no entanto, me vejo com as características típicas desta etapa da vida.
A pele perde o seu antigo viço, aparece um código de barras nos lábios, se instalam as rugas e os cabelos brancos, vem uma dorzinha aqui, uma dorzinha lá, sinto que tenho menos força e que canso mais rapidamente. Além disso tudo, todo o santo dia preciso tomar remédios (para a tireoide e para o colesterol, herança da família Sampaio).
Não esquecendo que tudo despenca, menos as gengivas, como diria a minha tia Iolanda, rsrsrs
No dia a dia, me acompanham as atrapalhações.
Abro o armário com o prato na mão para usar o micro-ondas ou abro o micro-ondas para guardar o prato no armário!
Esqueço onde deixei o celular, as chaves, a bolsa, etc, etc e etc...
Saio da cozinha, super decidida, com a intenção de buscar alguma coisa no quarto. No meio do caminho, que é curto, esqueço o que era. Refaço o trajeto para tentar lembrar, mas nem sempre dá certo.
Conversando é a mesma coisa: no meio de uma frase, se me distraio e esqueço o que estava dizendo.
E não riam, porque todo mundo vai chegar lá!
Este é o meu conflito: sei que estou velha e não me sinto velha.
A sorte é que, junto com as mazelas que a velhice traz, tenho tudo o que vivi impregnado em mim, moldando quem sou.
Hoje, me sinto mais sábia! Não mais sábia do que os outros, jovens ou velhos, mas mais sábia do que eu era ontem.
Vivi intensamente, conheci pessoas maravilhosas, tive e tenho amigos, uma família solidária, divertida, talentosa e ancestrais de quem me orgulho.
Me dediquei a muitas causas e produzi coisas legais, para mim e para outras pessoas .
Tenho muito para lembrar tendo a certeza de que sempre fiz o melhor que eu pude, acertando ou errando.
E tenho o mais importante de tudo: os meus amores - meu companheiro, meus filhos, noras, netos, parentes e amigos queridos, enfim, um bando de gente legal que sabe que pode contar comigo e com quem eu sei que posso contar.
Chego aos 70 anos me sentindo feliz!