30.7.20

Amigo

Adoro meus amigos.
Tenho de todos os tipos.
Alguns ficaram pelo caminho e outros chegaram.
Não seguiram comigo por motivos sortidos e variados. 
Como dizia o querido Alexandre Schneiders da Silva, que não está mais com a gente: "teus amigos são aqueles que te suportam", rsrsrs
Sofri por perdê-los, mas a chegada de novas queridas e queridos sempre faz bem para o meu coração.

Pois é, tenho mais de 2.000 amigos no FB. 
Por sorte, nem todos interagem comigo porque, se não fosse assim, certamente, iria pirar.
Aceito quase todos que me pedem amizade por dois motivos: me ajuda a divulgar os trabalhos do meu pai e do meu tio (dois cartunistas gaúchos já falecidos) e porque sou bastante "politiqueira".
Claro que antes de aceitar faço uma visitinha à linha do tempo deles e os muito religiosos, os muitos reacionários e os muito anti-alguma coisa, eu não aceito. Gente fanática faz mal à saúde.
Sem esquecer dos estranhos militares norte-americanos e outros estranhos que eu bloqueio.

Toda esta introdução foi para fazer um agradecimento a um novo amigo.
Durante muito tempo, usei o Instagram só para postar e ver fotos.
Um dia descobri um tal de direct que me permitia "conversar" com as pessoas.
Meu filho Ricardo me mostrou um projeto chamado #roundseries. O criador era Marcelo Nava que postava fotos incríveis!
Um dia, começamos a conversar (acho que fui eu quem puxou a conversa).
Então descobri que além de ser um baita videomaker e fotógrafo, ele era uma pessoa e tanto!
Marcelo é muito criativo, toca violão, tem bom gosto na escolha do repertório e das trilhas dos vídeos, tem duas gatinhas, cuida das plantas, é espiritualizado, anti-bolsonaro, enfim: um guri "a coisa mais querida".

No final de junho, cansei de fotografar, coisa que adoro.
Xico e eu estávamos encerrados em casa desde março e eu já não tinha mais o que fotografar aqui dentro. 
Mas o motivo principal da sensação de cansaço era a minha enorme tristeza por uma série de perdas que vinhamos tendo desde janeiro e que culminou com o falecimento da minha querida tia Iolanda em junho. 
Marcelo e eu "conversamos" sobre isto e ele me disse que achava que poderia me ajudar de alguma forma. 
Pediu o meu endereço e eu nem imaginei qual seria o motivo.
E, uhuuuuuuuuuuuuu, um belo dia chegaram os presentes que ele mandou!



O que seria?


 Uma linda foto,

                                                           com uma linda dedicatória:


E de inhapa, ganhei, um "póster" (como se dizia antigamente no Rio Grande do Sul), com várias fotos suas de seus redondos.


Ele achou que poderia me ajudar?
Não só poderia, como me ajudou muito com este gesto carinhoso e solidário.
Muito obrigada e grande abraço, Amigo Marcelo.
p.s. é mesmo muito bom ter amigos! Obrigada a todos!

Sobre #roundseries:

Para vocês verem a qualidade do trabalho dele como fotógrafo e vídeomaker:

No Instagram:










  

28.7.20

Sampaio, meu pai.


Ontem, meu pai teria feito 93 anos. 
Foi no 27 de julho de 2016, foi descoberto o câncer de pulmão que o levou.
Lúcido, nos deixou no verão de 2017, com uma admirável aceitação da doença, mesmo sentindo a sua vida indo embora aos poucos.
Foi um dos primeiros (senão o primeiro) cartunista profissional do Rio Grande do Sul e era irmão mais velho do também cartunista SamPaulo.
Nascido José Miguel Pereira de Sampaio, se assinava Sampaio.
Trabalhou na Revista do Globo, em vários jornais e em televisão, sempre desenhando. 
Paralelamente, era servidor público do TRE/ RS e acabou por abandonar o jornalismo e fazer uma bela carreira no tribunal. 
Nunca gostou de estudar. Meus avós decidiram que ele deveria ir para o IPA, que tinha internato, mas o guri fugia, rsrsrs Mas, apesar de ter cursado só até o ginásio, tinha uma vasta cultura e, como bom jornalista, estava sempre muito bem informado. 
Inteligente e curioso, lia muito. 
Era colorado fanático e, em 2006, acompanhou o Inter em todas as partidas da Libertadores. Infelizmente, o médico não permitiu que fosse ao Japão ver o gol do Gabirú. 
Em 2010, foi a Abu Dhabi, mas o seu Inter não voltou campeão. 
Adorava a praia de Capão Novo (RS), onde foi um dos primeiros veranistas. 
Meu pai, seguindo a tradição do meu avô, era um homem de esquerda e, como tal, uma pessoa solidária e generosa até demais! 
Tinha um temperamento bem difícil, mas foi um cara genial!
Beijo, pai.
p.s. nas fotos, as pinturas que fazia nos muros de sua casa em Capão Novo.






Uma parte do trabalho de Sampaio como cartunista está em:

E o do seu irmão SamPaulo em:


14.7.20

Meu bolo

Meu neto Gabriel, que tem 10 anos, está se interessando pelas artes culinárias.
Eu prometi mandar a receita de um bolo que faço há muitos anos e que é o único que eu sei fazer, rsrsr. 
Mas, achei boa ideia "socializar" a receita, com direito à sua história.

Gabriel e eu, em novembro de 2018

Na minha infância meus aniversários eram sempre festejados e, até hoje aniversário pra mim é sinônimo de festa. Eu adoro!

Morava em Campinas, em 1977, quando meu primeiro filho, Ricardo, fez um ano.
Não sabia fazer bolo e não pode haver festa de aniversário sem bolo.
Oba, minha cunhada Vevé, fez o bolo!
Para os aniversários que se seguiram, não lembro quem fez, só tenho certeza de que não fui eu porque ainda não tinha aprendido.

Em 1981, Ricardo, eu e Miguel, que havia nascido em 1979, fomos morar em Porto Alegre.
Contei para a amiga Jovita que não sabia fazer bolo. 
Ela se indignou com a minha ignorância e me deu uma receita muuuuuuuuito simples.
Um belo dia me animei, segui a receita, fiz o bolo, deu certo e todos gostaram!
Fiquei feliz e agradecida.

              A RECEITA DA JOVITA
Convenções que uso¹*
        C = colher de sopa
        c = colher de chá
        xic. = xícara de 250 ml
        farinha = farinha de trigo (naquela época não havia outras farinhas).
             
Ao iniciar, ligar o forno para aquecer.
Misturar nesta ordem:
       1 xíc. de açúcar;
       1 ovo;
       1C de manteiga;
Acrescentar:
        2 xícaras de farinha;
        1 xic. leite;
        1 pitada de sal;
        1C ou 1 pacotinho de fermento Royal.
Misturar tudo muito bem!
Untar a forma.*²
Colocar no forno alto por 10 min. e depois no baixo por +-15 min. 
Experimentar com o palito até sair sequinho.
Quando pronto, retirar imediatamente do forno e cobrir com um pano de prato (longe do calor) por uns 10 min. e está pronto para ser comido!

*¹ aprendi estas convenções nas aulas de "Educação para o lar", no ginásio do Pio XII (entre 1959 e 1962);
*² Fazia numa assadeira de +- 20 x 30 cm e até hoje uso uma igual, o que faz o bolo ficar baixinho. Eu gosto.

Mas, quem me conhece sabe que sou um pouquinho rebelde e que não iria querer ficar fazendo o mesmo bolo a vida inteira (apesar do sucesso, rsrs).
Fui procurar variações em outras receitas, inventei algumas, foi dando certo e deixou de ser o "bolo da Jovita" para ser "o bolo a partir da receita básica" dela.

Portanto, apresento para vocês as substituições e os "incrementos", ou seja, a verdadeira graça da receita:
          Açúcar – pode ser cristal, mascavo, adoçante (ver equivalência na embalagem), 1 C            de mel ou melado + 2/3 xic. de açúcar;
          Manteiga – margarina, óleo;
          Farinha – branca, 1 xic. integral + 1 xic. branca 1 xic. centeio + 1 xic. branca; 1/4                  integral + ¼ centeio + 2/4 branca, preparado para bolo sem glúten (pode ser                          peneirada  para o bolo ficar mais fofo);
          Leite (pode usar qualquer tipo) – café com leite, leite com iogurte (com ou sem                      sabor), suco de fruta. 
          obs. Hoje,aprendi com a minha nora Tati a fazer com vinho + água. Ela deixou passas de uva de molho no vinho por 24 hs.
Untar a fôrma como de costume, mas em invés da farinha, polvilhar com farelo de aveia para adicionar fibras e textura ao bolo.
Para o bolo ficar mais fofo, colocar dois ovos e bater as claras em neve.
Pode colocar na massa:
           - baunilha líquida;
           - chocolate granulado, Nescau (que tem gosto de festa) ou chocolate em pó (pode                 misturar só na metade da massa para o bolo ficar com duas cores), pedaços de                   chocolate em barra, chocolate granulado;
           - se colocar chocolate pode acrescentar 2 c de cascas de laranja ralada;
           - passas, castanhas, nozes, etc.
           - erva-doce e noz moscada;
           - gengibre;
           - aveia granulada;
           - frutas cristalizadas;
           - maçã ralada;
 - e o que mais quiser.

Para fazer bolos "específicos", é só seguir a receita básica e fazer as substituições sugeridas:
Bolo de fubá:
                1 xic. farinha branca + 1 xic de farinha de milho média ou fina (ao gosto de                            freguês);
                2C de óleo
                usar leite morno;
                pedaços de goiabada na massa;
                açúcar e canela em cima depois de pronto.
                Se quiser pode acrescentar erva-doce à massa.
Cuca:
                2C de azeite;
     2 ovos;
                2C de fermento;
                cobrir com “farofa” (ver receita adiante).
Natureba:
                1 xic. farinha branca;
                1/2 xic. aveia granulada;
                1/2 xic farinha de centeio;
                1C mel e 2/3 xic. de açúcar branco.

Glória de chocolate (meus filhos gostaram tanto que dei este nome):
                1/2 xic. de farinha integral;
                1/2 xic. de farinha branca;
                muito chocolate em pó e pedaços de chocolate em barra;
                noz moscada, baunilha;
      iogurte e leite;
      colocar 2/3 xic de açúcar cristal.                            

Coberturas (que eu nunca mais fiz, mas fazia, rsrs)
              - Farofa:
a) 2C farinha, 1C açúcar, 1C manteiga ou margarina, pedacinhos de banana, passas, canela em pó. Fritar a farinha e acrescentar os demais ingredientes
b) 3C farinha, 3C açúcar, 1C manteiga ou margarina e canela a gosto. Só misturar;
              - Geleia diluída na água quente;
              - Bananas em fatias (ao comprido);
              - Açúcar e canela;
              - 4C leite, 4C açúcar, 4C chocolate e 2C manteiga. Misturar no fogo;
              - Grãos de uva (ou bago?) com açúcar por cima;
             - 1 xic. de suco de laranja com um pouco de açúcar. Deixar ferver.
  
Obs. Antes de qualquer coisa, certifique-se de que você possui em casa todos os ingredientes necessários para a preparação da receita.
Quase todos os bolos crescem melhor quando assados logo após o preparo.
Quando a massa estiver pesada (com frutas, por exemplo), usar dois pacotes ou 2 C de fermento.
Pode comer quente, garanto que não faz mal, como diziam as nossas mães antigamente, rsrsrs.
O único problema que encontro, com tantas possibilidades de escolha, é repetir uma receita, rsrs
Mas, se alguém dar sugestões vou ficar bem faceira!


p. s. o meu objetivo inicial era dar a receita do bolo, mas achei tão bonitinha esta que a tia Vevé fez para os meus filhos quando eram pequenos...
“Rei Alberto” para os guris:
1 pacote de gelatina
Fazer de acordo com as instruções e quando estiver meio molenga, colocar rodelas de banana ou de abacaxi.
Por cima coloque merengue em picos e após, chocolate granulado ou outras delícias que houver.
Servir 3 taças, no mínimo, para cada monstrinho!



E para quem não sabe porque Nescau tem gosto de festa, é só clicar:


18.3.20

Repeteco

Prateleiras vazias, panelas batendo, corrida por papel higiênico  e confinamento não são novidade para mim porque vivi isto no Chile, nos anos 1970.

Dois anos antes da queda do presidente Allende, as prateleiras do comercio de produtos básicos começaram a se esvaziar.
Os articuladores do golpe criaram artificialmente um desabastecimento de produtos de primeira necessidade. Entre outras coisas faltou papel higiênico e guardanapos de papel que poderiam substituí-lo, faltaram fósforos, isqueiros, leite e leite em pó, café, café solúvel, chá, pão nas padarias, farinha de trigo, azeite, banha, manteiga, margarina, açúcar, carne de gado e de frango...

No início, espalharam o boato de que iriam faltar alguns produtos e as pessoas assustadas começaram a estocar. Ao mesmo tempo, a produção nas fábricas foi sendo reduzida ao mínimo e, em alguns casos, foi escondida pelos fabricantes e pelos grandes distribuidores. Então, instalou-se o caos social que os golpistas precisavam.

E foi assim que aprendemos uma palavra: acaparamiento*, uma palavra que nunca tínhamos escutado, mas que escutaríamos muito dali pra frente!

Nesta época, entre outros quitutes, comemos frangos vindos do Peru e que, alimentados com farinha de peixe, tinham gosto de peixe, rsrsrs e carne de baleia vinda da China, com cara de carne de gado mas com gosto de peixe, rsrs.

Meu companheiro e eu líamos, um para o outro, o livro da Dona Benta com receitas impossíveis de serem feitas porque não havia os ingredientes à venda.


Hoje pode parecer engraçado, mas não era..


Morávamos em Concepción, no sul do Chile, e nas calçadas próximas ao Mercado Municipal começou a funcionar o "mercado negro". Ali estavam à venda todos os produtos que faltavam nas prateleiras do comercio legalizado, mas com um preço altíssimo.


Se não fossem as Juntas de Abastecimento e Controle de Preços, (postos de venda racionada dos produtos "desaparecidos") criadas nos bairros por pelo governo da Unidad Popular, não sei como teria sido.


Já as panelas bateram pela primeira vez nas "marchas das panelas vazias" em Santiago, nas mãos das mulheres da classe media e alta que diziam não ter o que comer. 

Com tudo isto acontecendo, o temor foi se instalando e preparando o clima propício para o golpe 11 de setembro. 

O grupo "Quillapayun", ligado ao Partido Comunista, gravou uma música dedicada a estas senhoras. **

No início, um diálogo que diz:

Cliente: - filho, me trás um sanduíche de crocodilo com abacate, por favor;

Garçom: - não tem crocodilo;

Cliente: - é o cúmulo, até onde vamos chegar com este governo!



No dia seguinte ao golpe uma surpresa: as prateleiras estavam repletas, não faltava nada!


O confinamento vivemos depois do golpe. 

Meu companheiro e eu, tínhamos sido presos (por sermos brasileiros) numa ilha da marinha, a Quiriquina**. Por isto, e não podíamos nos expor muito caminhando pela cidade. O clima era de caçada aos latino-americanos residentes, quase todos de esquerda.

A cidade era pequena, então, todo o cuidado para não sermos presos outra vez era pouco.

A partir das seis da tarde, não sair de casa já não era uma escolha nossa. Éramos obrigados a fazer isto por causa do toque de recolher.

A cidade se esvaziava e nas ruas silenciosas só estava o exército e os carabineiros, armados até os dentes. Se encontrassem alguém, atiravam.

O confinamento em 1973 tinha uma causa diferente do que estamos vivem hoje e não pensei que veria e viveria tudo isto de novo. 

Muito triste.


Foto feita hoje em uma das ruas com mais movimento de pedestres
 no centro de Florianópolis. 

"Se busca la creación de desabastecimientos de productos de primera necesidad. Para ello se utilizan varios métodos. Por un lado la rumorología sobre el propio desabastecimiento provocaba la acaparación de esos bienes ante el temor de su ausencia. Por otra parte las empresas y fábricas chilenas reducen deliberadamente su producción al mínimo, siendo denunciadas por sus propios trabajadores, a la vez que se encuentran grandes cantidades de productos básicos en diversos escondites. La propaganda internacional y nacional hizo el resto transmitiendo la idea de falta de solvencia del estado chileno y de falta de acceso a los recursos para el pueblo. Em:
http://www.revistalacomuna.com/internacional/1973-chile-el-golpe-imperialista/


**
Las Ollitas/ Sergio Ortega

La derecha tiene dos ollitas
una chiquita, otra grandecita.
La chiquitita se la acaba de comprar,
esa la usa tan sólo pa' golpear.

Esa vieja fea
guatona golosa
como la golpea
gorda sediciosa.
Oye vieja sapa
esa olla es nueva
como no se escucha
dale con la mano.

La grandecita la tiene muy llenita
con pollos y papitas, asado y cazuelita.
Un matadero clandestino se las da
de Melipilla se la mandan a dejar.

La derecha tiene dos ollitas
una chiquita, otra grandecita.
La chiquitita se la acaba de entregar
un pijecito de Patria y Libertad.

Óigame señora
no me agarre papa
con eso que dice
esa vieja sapa.



*** nossa prisão na Ilha Quiriquina em:



9.2.20

Amazing Grace




Gosto imensamente de uma canção norte-americana chamada "Amazing Grace" e, quando soube a sua história, passei a gostar mais ainda. 

Não tenho pré-conceito com nenhum tipo de música. Cantei muitos "negros spirituals" (hoje chamados gospel) no Coral de Câmara do Rio Grande do Sul, lá nos anos 60.

Esta canção tem uma bela história!  

"Exite uma vertente no Blues Norte Americano chamada de 'Espiritual Negro', canções de caráter religioso com raízes africanas ligadas aos sentimentos e ao sofrimento dos escravos negros. Quase todos foram escritos apenas utilizando as cinco notas pretas do piano que se repetem em oitavas. Hoje, é chamada “escala pentatônica mas, naquele tempo, costumava ser chamada de 'escala escrava'.

Um homem chamado John Newton foi quem escreveu a letra de "Amazing Grace". Antes de se tornar cristão, foi capitão de um navio de escravos. Não se encontra nenhum registro sobre quem fez a melodia e é provável que ele tenha ouvido os negros de seu navio cantando e ajustou as suas palavras à melodia escrava." *


Nunca tinha ouvido falar em Alan Jackson. Tá bem, falha nossa porque o homem é cheio de prêmios. E foi dele a versão mais linda que encontrei!







8.12.19

Roma, domingo de Páscoa, 2019

Resolvi fazer álbuns de viagens.
Faço trocentas e cinquenta fotos e quase nunca olho.
Agora ficará mais fácil.
Quem quiser que me acompanhe. É só clicar.
p.s. as fotos são do Xico Sommer Martins e minhas, editadas por mim
.

Álbum do Flickr: Roma, domingo de Páscoa de 2019