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Mostrando postagens de 2012

Quem diria...

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                            E não é que o mundo acabou mesmo? Pois é, acabou, ponto final e não há nada pra fazer! Quem diria? E eu que tinha certeza de que esta história de “fim do mundo” era bobagem...               Calendário maia, quem iria acreditar? Mas, se conseguirmos parar e pensar um pouquinho só, vamos perceber que não acabou de repente. Foi acabando aos poucos e a gente nem deu bola! Lá pelas tantas, inventamos os “arranha-céus” e as cidades do nosso, até então, pacato mundo foram sendo aos poucos invadidas por eles. Se multiplicaram e se espalharam por todas as cidades, grandes e pequenas, e nós adoramos! Com o passar do tempo, começamos a construí-los um ao lado do outro, ao lado do outro, ao lado do outro, cada vez mais perto um do outro, mais perto um do outro e cada vez mais altos, mais altos e mais altos. E a...

Sem palavras

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Já estamos de volta ao Brasil, chegamos ontem à noite e o nosso passeio teve um fechamento com uma chave do mais puro ouro. Como o Xico dizia durante a viagem, quando a gente pensava que já tinha visto o mais lindo e sentido a maior emoção, ainda havia mais nos esperando. No avião, sentada ao meu lado, estava uma senhora mais senhora do que eu, que não parecia uma turista. Falava um pouquinho de inglês e eu um pouquinho pouquíssimo, mas, mesmo assim, conseguimos nos entender. Contou que era holandesa e que a viagem ao Brasil era a realização de um grande sonho. Estava vindo para encontrar o filho que ela não via há quarenta e cinco anos. Sim, não via o filho há quarenta e cinco anos!  Fiquei só tentando imaginar como seria esta emoção... Ela casou muito jovem, teve o filho e divorciou-se. Quando ele tinha oito anos, não podendo sustentá-lo, o menino foi entregue para adoção e ela nunca mais soube dele. Há alguns anos, com a ajuda de amigos, começou a procurá-lo na ...

O primeiro 11 de setembro

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Era 11 de setembro de 1973 e estávamos no Chile. Nesta hora, ao acordarmos, ouvimos no rádio o último discurso do Presidente Salvador Allende. Era o início do terror que assombrou aquele país por tempo demais. Era o início do terror que proibiu, perseguiu, torturou brutalmente e matou. Era o início do terror que desmanchou vidas e famílias, e que deixou seqüelas para sempre. Era o início do terror que roubou a esperança de milhares de pessoas. Era o início do terror que roubou, pelo mundo afora, a esperança de uma geração. Que roubou a esperança de uma geração que queria um “homem novo” e que acreditou que outro mundo era possível. Alguns de nós, apesar da dor, ainda acreditamos.

Passado e presente, um presente!

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       Mesmo tendo nascido em Porto Alegre, desde que eu me sinto gente, uma outra cidade faz parte da minha vida: São Luiz Gonzaga.       Meu avô Sampaio, pai do meu pai, chegou à cidade em 1921 como Juiz de Direito. Conheceu minha avó Dulce, casaram e lá nasceram meu pai e meus tio João. Seis anos depois, eles saíram de lá.       A família da minha avó era tradicional na cidade, “os Gomes”. Meu bisavô, o Cel. Raymundo Gomes Netto, prefeito da cidade entre 1938 e 1941, foi um importante líder político. Nunca o conheci, nem à minha bisavó Ernestina, mas, o Padrinho e a Madrinha (como eram chamados pela família) estiveram presentes na minha infância.       Meus avós, quando os filhos eram pequenos e adolescentes, passavam as férias em São Luiz. A terra vermelha, o “footing” em volta da praça, o calor intenso no verão, o muito frio do inverno, os parentes são-luizenses (que muito...

O BABACA DE PORTO ALEGRE

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Imagino que muitos de vocês tenham recebido, há uns quatro anos, uma mensagem com este título.  Como o caso aconteceu comigo e hoje é o Dia Mundial de Combate à violência contra o Idoso, resolvi contar. Era o dia 6 de outubro de 2008, numa tarde em Porto Alegre, e eu estava na direção do meu carro na rua 24 de Outubro quando fui “fechada” por um enorme jipe amarelo com um jovem na direção. Levei um susto, buzinei e ele parou o carro abruptamente. Ficou me encarando pelo retrovisor sem me deixar prosseguir. Eu, por trás do vidro, disse “- não seja babaca, menino”. Ele entendeu, engatou uma ré e encostou o seu carro no meu. Depois, entrou no “drive-thru” do MacDonald´s, eu também entrei, mas ele parou impedindo a passagem do meu carro. Resolvi descer para conversar, por tratar-se de um jovem daqueles "de bem" em companhia da namorada. Quando me aproximei da janela, ele começou a gritar: “- tu vai apanhar, velha, eu vou dar em ti, velha, velha filha da pu...

Para Miguel

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28 de maio é o dia do aniversário do meu filhote  Miguel de Sampaio Dagnino. O texto que publico abaixo, foi escrito em 2000.  Parabéns, Filho querido!   Miguel no Gigante da Beira Rio, em 2000 Miguel, Querido Filho 28 de maio de 1979 foi um dos dias mais felizes da minha vida: foi o dia da tua chegada! Sou uma mãe muito feliz por seres meu filho. Às vezes, no nosso dia a dia, a mãe reclamona e cobradora, assume a dianteira e atropela a compreensiva e amorosa. Acho que a minha tarefa maior como mãe é te amar e é por te amar que me torno exigente. Tá bem, não deveria ser assim, mas é. Juro que tenho tentado ser diferente e sei esta batalha “hei de vencer” (como se dizia muito antigamente).                Hoje completas 21 anos, a maioridade civil. E isto quer dizer que, por causa de uma lei, a sociedade está te dizendo que, de agora em diante, tens toda a responsabilidade ...

A marcha colorada!

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Fiquei tão feliz com a conquista do Campeonato Gaúcho pelo meu time, o  Sport Club Internacional , que resolvi postar um texto de 2009, quando o Inter  completou 100 anos. Naquela ocasião, foi realizada a "Marcha do Centenário" e eu estava lá.   Que e xperiência linda!  Moro no bairro Rio Branco, longe do local onde seria a concentração para a Marcha. E, assim que sai de casa me surpreendi com a quantidade de gente com camiseta do Inter.   E foi assim em todo o trajeto.   Quando cheguei à Praça Sport Clube Internacional, me emocionei ao ver toda aquela gente reunida, principalmente porque estávamos todos muito alegres. Mais ou menos às nove e meia da manhã começou a Marcha. Não vou mais falar em emoção porque foi uma overdose. O dia estava lindíssimo e, sobre as nossas cabeças, reinava um solaço que dava a sensação de mais de 45 graus. Mas, a vontade de estar ali homenageando o Inter, aquele querido velhinho já centenário, não me de...

Dia das mães

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Em 1989, meu filho Miguel Dagnino fez esta redação. A proposta da professora era que ele escrevesse como se fosse eu, sua mãe. Eu ADOREI! Ricardo, eu e Miguel em 1989 "Meus filhos Meu nome é Maria Lucia tenho 47 anos. Tenho 2 filhos lindos Ricardo 13 anos e Miguel 10 anos. Miguel está na 4ª série e Ricardo na 6ª série do Colégio Americano. Miguel as vezes dá uns socos em Ricardo e leva o troco e vice versa isto me deixa triste. Miguel gosta de brincar de videogame e futebol Ricardo também. Miguel não gosta de estudar mas vai ter que começar e Ricardo estuda bastante. Ricardo tem poucos amigos um deles o Enio e Miguel adora brincar com seus amigos e fico muito alegre. Miguel, Ricardo e eu adoramos conversar sobre várias coisas. Miguel quando está doente e não pode brincar ele fica triste. Quando Miguel faz o tema bem caprichado eu fico feliz. Eu acho eles uns filhos ótimos. Eu sou Decoradora, Arquiteta, costureira, Médica, cantora, cozinheira, e etc...

No Museu D'Orsay

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Na minha infância de filha única, eu passava muito tempo na biblioteca do meu avô Sampaio que tinha lindos armários de madeira escura com portas envidraçadas, cheinhos de livros. Ele era um homem culto e de interesses muito variados e, por isto, lá tinha de tudo: política, religião, história, literatura, humor, livros de direito (ele era juiz) e os meus preferidos, os livros de arte! Eu adorava ver as fotos. Ler estava fora do meu alcance porque a maioria deles não era escrita em português. Poder um dia ver de perto aquelas obras era só um sonho. Naquele tempo, a Europa era muito mais longe de nós do que é hoje. Mas, eu tive sorte! Em 1993, com quase 50 anos fui a Paris e pude realizar o meu sonho. Pena que o meu avô já tivesse morrido. Lá, visitei o Museu D’Orsay e “revi” algumas daquelas obras de arte dos livros da minha infância. E foi em frente a uma delas que vivi, certamente, um dos momentos mais bonitos da minha vida. Era difícil para mim acreditar que estava di...

A banalização da morte

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Há doze anos, no dia 24 de março de 2000, foi assassinado à queima-roupa Celestino Gonçalves da Silva Isto aconteceu na rua Cel. Paulino Teixeira, em Porto Alegre, onde eu morava com meus filhos.  Ele havia sido contratado, junto com seu tio, para zelar pela segurança dos moradores. Na época, escrevi este texto como uma forma de refletir sobre o que aconteceu. Hoje, espero com ele, levar mais pessoas a refletirem comigo.                                                                                              Sexta-feira, nove e meia da noite. Ouve-se um tiro. Morre Celestino. Com 33 anos, alegre, amigo das crianças, “vigia” da rua... mataram Celestino. Não é uma notícia no jornal, daquelas coisas que só acontecem com os ou...

O golpe e eu

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Em 1º de abril de 1964 eu tinha 16 anos, morava em Porto Alegre e já gostava de política. Ainda não era ligada a nenhum grupo mas, já era de esquerda e por isto torcia para que as reformas propostas pelo governo do Jango dessem certo. Tive a sorte de nascer numa família em que a política era um dos temas favoritos. Meu avô Sampaio, pai do meu pai, era um humanista/ socialista e simpatizante do PSB. Lá pelos anos 40, Jorge Amado, então na clandestinidade, foi seu hóspede. E isto que ele era um desembargador (naquela época já aposentado)! Os almoços de domingo da minha infância eram na casa dos meus avós e a família toda se reunia. Assunto predileto? Política, ora bolas. Meu pai (o cartunista Sampaio) simpatizava com o Partido Comunista, meu tio Paulo (o também cartunista SamPaulo) era admirador do Brizola, o meu avô era socialista... Resumindo, eram travados maravilhosos e inflamados debates com todos opinando! E a minha avó se preocupava porque os vizinhos poder...

Eu estou beeeeeem assim!

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    Este texto eu recebi (não lembro de quem, rsrsrsrs) há muito tempo.  Não encontrei o nome do autor, mas, adorei e resolvi publicar assim mesmo. "Ontem decidi lavar o carro. Peguei as chaves e fui pra garagem. Então, vi que tinha correspondência em cima da mesa. Antes de lavar o carro, resolvi dar uma olhadinha na correspondência. Deixei as chaves do carro em cima da escrivaninha. Vi que havia contas para pagar e, também, muita propaganda. Fui jogar fora a propaganda, mas o lixo estava cheio e lá fui eu esvaziar. Depois, coloquei as contas em cima da escrivaninha para não esquecer de pagar. Mas, mudei de ideia, decidi primeiro pagar as contas logo porque há um caixa eletrônico aqui perto de casa.  Antes, coloquei a lata de lixo no chão, peguei as contas e fui em direção à porta. Mas, onde estava o cartão do banco? Já sei, na bolsa que usei ontem. Passando pela sala, vi em cima da mesa uma garrafa de pepsi-cola que eu...