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Mostrando postagens de 2013

Iguape

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No ano de 2004, em Porto Alegre, lancei o CD “Canções de Antigamente”. Em função disto, dei uma entrevista à Rádio Gaúcha. O programa era à tarde, mas como fez sucesso, foi reprisado na madrugada do fim de semana. Em Iguape, no vale da Ribeira (São Paulo), um casal me escutou cantando as canções de antigamente e gostou. Como eu havia divulgado meu e-mail durante a entrevista, eles enviaram uma mensagem: o casal, Wanda e Luiz, queriam comprar o meu CD. Naturalmente, enviei um CD para eles de presente. Começamos a trocar mensagens e, à distância, nos tornamos amigos. Um dia, Luiz me contou que Wanda estava muito doente e lutando para viver. Algum tempo depois, com uma linda dedicatória, recebi o livro escrito por ela neste momento difícil. Mas, infelizmente, a doença venceu e sua morte me deixou triste. Luiz e eu continuamos a troca de mensagens e passei a receber a “Tribuna de Iguape”, onde ele mantém uma coluna. O nascimento dos meus netinhos foi noticiado n...

Chile, setembro de 1973/ primeira parte

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"Hay más verdad en los recuerdos  que en la historia." Remis Ramos Belmar Para nós, brasileiros que vivíamos no Chile em 1973, o golpe não foi uma surpresa porque já tínhamos a experiência do golpe brasileiro. Mas, os chilenos não conheciam outra coisa senão a estabilidade das instituições democráticas e admitiam, quando muito, a possibilidade de um golpe branco, sem o uso da força. O fato é que, lá no fundo, todos nós tínhamos a ilusão de que Salvador Allende permaneceria no governo até o fim de seu mandato, apesar da constante tensão. Com meus pais, embarcando para o Chile/ junho de 1971  Cheguei ao Chile em 1971 para encontrar meu namorado, Renato Dagnino, que havia sido expulso da UFRGS pelo decreto 477 que já estava lá. Nós dois militávamos no movimento estudantil, em Porto Alegre. Ele fazia parte da diretoria do DCE/UFRGS e era presidente do CEUE (Centro dos Estudantes Universitários de Engenharia)e eu, estudante de Arquitetura,...

O Carnaval de Sampaio na Revista do Globo

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Meu pai foi um dos primeiros cartunistas profissionais do Rio Grande do Sul.  Começou nos anos 40, na Revista do Globo, com os desenhos de multidão.  Cada semana, escolhia um tema e a "graça" era encontrar o homenzinho fazendo xixi, sempre presente (40 anos antes do "Onde está Wally"!).  Mas, procurando bem, também se encontra o seu auto-retrato e eu, de franjinha, sempre ali por perto.  Então, divirtam-se. p.s.- Sampaio tem hoje 85 anos mas, infelizmente, não desenha mais.  O também cartunista SamPaulo, já falecido, era seu irmão mais moço.  Seu auto-retrato, feito em 1953, para facilitar a busca por ele nos desenhos.

POLITIZAÇÃO E DESBUNDE

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"Assim se projetou uma geração.  A Faculdade de Arquitetura da UFRGS refletiu a rebeldia dos anos 1960. Por lá passaram diversos personagens e personalidades." Do Jornalista Paulo César Teixeira, autor de "Esquina Maldita"  (Editora Libretos, 2012). Publicado no Caderno de Cultura da Zero Hora de hoje. Euzinha em 1969 Uma sexagenária que acompanhou a trajetória de sua geração, a Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da UFRGS foi uma espécie de point de descolados que sintonizou Porto Alegre com os movimentos de vanguarda política, estética e comportamental que se alastravam pelo mundo nos anos 1960. A escola que completou seis décadas de vida em junho do ano passado era um “centro convulsionado de inquietações”, como sugere o ex-aluno Jorge Polydoro, atual presidente do Instituto e revista Amanhã. “Era a faculdade da moda”, acrescenta Luís Carlos Macchi Silva, o Lico, que ingressou como estudante em 1965 e hoje é professor da instituição...