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POLITIZAÇÃO E DESBUNDE

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"Assim se projetou uma geração.  A Faculdade de Arquitetura da UFRGS refletiu a rebeldia dos anos 1960. Por lá passaram diversos personagens e personalidades." Do Jornalista Paulo César Teixeira, autor de "Esquina Maldita"  (Editora Libretos, 2012). Publicado no Caderno de Cultura da Zero Hora de hoje. Euzinha em 1969 Uma sexagenária que acompanhou a trajetória de sua geração, a Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da UFRGS foi uma espécie de point de descolados que sintonizou Porto Alegre com os movimentos de vanguarda política, estética e comportamental que se alastravam pelo mundo nos anos 1960. A escola que completou seis décadas de vida em junho do ano passado era um “centro convulsionado de inquietações”, como sugere o ex-aluno Jorge Polydoro, atual presidente do Instituto e revista Amanhã. “Era a faculdade da moda”, acrescenta Luís Carlos Macchi Silva, o Lico, que ingressou como estudante em 1965 e hoje é professor da instituição...

Quem diria...

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                            E não é que o mundo acabou mesmo? Pois é, acabou, ponto final e não há nada pra fazer! Quem diria? E eu que tinha certeza de que esta história de “fim do mundo” era bobagem...               Calendário maia, quem iria acreditar? Mas, se conseguirmos parar e pensar um pouquinho só, vamos perceber que não acabou de repente. Foi acabando aos poucos e a gente nem deu bola! Lá pelas tantas, inventamos os “arranha-céus” e as cidades do nosso, até então, pacato mundo foram sendo aos poucos invadidas por eles. Se multiplicaram e se espalharam por todas as cidades, grandes e pequenas, e nós adoramos! Com o passar do tempo, começamos a construí-los um ao lado do outro, ao lado do outro, ao lado do outro, cada vez mais perto um do outro, mais perto um do outro e cada vez mais altos, mais altos e mais altos. E a...

Sem palavras

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Já estamos de volta ao Brasil, chegamos ontem à noite e o nosso passeio teve um fechamento com uma chave do mais puro ouro. Como o Xico dizia durante a viagem, quando a gente pensava que já tinha visto o mais lindo e sentido a maior emoção, ainda havia mais nos esperando. No avião, sentada ao meu lado, estava uma senhora mais senhora do que eu, que não parecia uma turista. Falava um pouquinho de inglês e eu um pouquinho pouquíssimo, mas, mesmo assim, conseguimos nos entender. Contou que era holandesa e que a viagem ao Brasil era a realização de um grande sonho. Estava vindo para encontrar o filho que ela não via há quarenta e cinco anos. Sim, não via o filho há quarenta e cinco anos!  Fiquei só tentando imaginar como seria esta emoção... Ela casou muito jovem, teve o filho e divorciou-se. Quando ele tinha oito anos, não podendo sustentá-lo, o menino foi entregue para adoção e ela nunca mais soube dele. Há alguns anos, com a ajuda de amigos, começou a procurá-lo na ...

O primeiro 11 de setembro

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Era 11 de setembro de 1973 e estávamos no Chile. Nesta hora, ao acordarmos, ouvimos no rádio o último discurso do Presidente Salvador Allende. Era o início do terror que assombrou aquele país por tempo demais. Era o início do terror que proibiu, perseguiu, torturou brutalmente e matou. Era o início do terror que desmanchou vidas e famílias, e que deixou seqüelas para sempre. Era o início do terror que roubou a esperança de milhares de pessoas. Era o início do terror que roubou, pelo mundo afora, a esperança de uma geração. Que roubou a esperança de uma geração que queria um “homem novo” e que acreditou que outro mundo era possível. Alguns de nós, apesar da dor, ainda acreditamos.

Passado e presente, um presente!

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       Mesmo tendo nascido em Porto Alegre, desde que eu me sinto gente, uma outra cidade faz parte da minha vida: São Luiz Gonzaga.       Meu avô Sampaio, pai do meu pai, chegou à cidade em 1921 como Juiz de Direito. Conheceu minha avó Dulce, casaram e lá nasceram meu pai e meus tio João. Seis anos depois, eles saíram de lá.       A família da minha avó era tradicional na cidade, “os Gomes”. Meu bisavô, o Cel. Raymundo Gomes Netto, prefeito da cidade entre 1938 e 1941, foi um importante líder político. Nunca o conheci, nem à minha bisavó Ernestina, mas, o Padrinho e a Madrinha (como eram chamados pela família) estiveram presentes na minha infância.       Meus avós, quando os filhos eram pequenos e adolescentes, passavam as férias em São Luiz. A terra vermelha, o “footing” em volta da praça, o calor intenso no verão, o muito frio do inverno, os parentes são-luizenses (que muito...

O BABACA DE PORTO ALEGRE

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Imagino que muitos de vocês tenham recebido, há uns quatro anos, uma mensagem com este título.  Como o caso aconteceu comigo e hoje é o Dia Mundial de Combate à violência contra o Idoso, resolvi contar. Era o dia 6 de outubro de 2008, numa tarde em Porto Alegre, e eu estava na direção do meu carro na rua 24 de Outubro quando fui “fechada” por um enorme jipe amarelo com um jovem na direção. Levei um susto, buzinei e ele parou o carro abruptamente. Ficou me encarando pelo retrovisor sem me deixar prosseguir. Eu, por trás do vidro, disse “- não seja babaca, menino”. Ele entendeu, engatou uma ré e encostou o seu carro no meu. Depois, entrou no “drive-thru” do MacDonald´s, eu também entrei, mas ele parou impedindo a passagem do meu carro. Resolvi descer para conversar, por tratar-se de um jovem daqueles "de bem" em companhia da namorada. Quando me aproximei da janela, ele começou a gritar: “- tu vai apanhar, velha, eu vou dar em ti, velha, velha filha da pu...

Para Miguel

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28 de maio é o dia do aniversário do meu filhote  Miguel de Sampaio Dagnino. O texto que publico abaixo, foi escrito em 2000.  Parabéns, Filho querido!   Miguel no Gigante da Beira Rio, em 2000 Miguel, Querido Filho 28 de maio de 1979 foi um dos dias mais felizes da minha vida: foi o dia da tua chegada! Sou uma mãe muito feliz por seres meu filho. Às vezes, no nosso dia a dia, a mãe reclamona e cobradora, assume a dianteira e atropela a compreensiva e amorosa. Acho que a minha tarefa maior como mãe é te amar e é por te amar que me torno exigente. Tá bem, não deveria ser assim, mas é. Juro que tenho tentado ser diferente e sei esta batalha “hei de vencer” (como se dizia muito antigamente).                Hoje completas 21 anos, a maioridade civil. E isto quer dizer que, por causa de uma lei, a sociedade está te dizendo que, de agora em diante, tens toda a responsabilidade ...