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meu amigo, Jun
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Jun Nakabayashi foi embora em agosto de 2022 e ainda hoje sinto uma grande tristeza. Escrevi este texto naquela ocasião, mas por algum motivo que não lembro, não postei. Posto agora. Cada querido da gente que se vai é um pedaço da nossa vida que vai junto. Nos relacionamos com cada um deles de uma forma única porque cada um deles é único. T odos são insubstituíveis e deixam em nós uma parte vazia que preechemos com as lembranças. Cheguei em Concepción, no sul do Chile, em julho de 1971. Renato Dagnino, então meu namorado e hoje pai dos meus filhos Ricardo e Miguel, já estava lá e fui encontrá-lo. Ele fugia da perseguição movida pela ditadura brasileira que o afastou por quatro anos da UFRGS. Ao contrário dele, apesar de participar do movimento estudantil em Porto Alegre, não havia nenhuma acusação contra mim. A cidade tinha menos de 400.000 habitantes e uma das universidades mais importantes do país, a Universidad de Concepción. Fazia muito frio, chovia e ventava muito...
¡Ojalá todo cambie!
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Escutando Mercedes Sosa, que estaria de aniversário hoje. Me sinto feliz por ter tido a oportunidade de vê-la no palco e de me emocionar com ela, como estou me emocionando agora. O Brasil, neste momento triste, ficou lá fora. O mundo em guerra ficou lá fora. De vez em quando é preciso fugir. Gracias, Mercedes. Aqui, feliz, dança e canta com o público, uma "cueca" do chileno Júlio Numhauser: "Cambia lo superficial Cambia también lo profundo Cambia el modo de pensar Cambia todo en este mundo Cambia el clima con los años Cambia el pastor su rebaño Y así como todo cambia Que yo cambie no es extraño Cambia, todo cambia... Y el más fino brillante De mano en mano su brillo Cambia el nido el pajarillo Cambia el sentir un amante Cambia el rumbo el caminante Aunque esto le cause daño Y así como todo cambia Que yo cambie, no extraño Cambia, todo cambia, sí, señor, ya cayo, ya cayo Cambia, todo cambia... Y el sol en su carrera Cuando l...
Lembranças do Facebook
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Fevereiro de 2016: "Antes de militar no PT, a partir de 1990, fiz política estudantil na universidade e fui simpatizante do gupo da Dilma no PDT. Me interesso por política desde que nasci porque conviver com os Sampaios era ouvir conversas sobre políticos e discussões políticas desde muito cedo. Meu avô, em 1954, foi candidato a governador do Estado pela Frente Popular e eu, com 7 anos, participei da campanha! Nunca aceitei gurus, nem o "centralismo democrático" e nem algumas outras características que os partidos de esquerda tinham e que me lembravam a “santa madre igreja” (os amigos de esquerda entenderão sobre o que eu falo). Infelizmente, o PT onde eu militei e que eu defendi com ardor acabou. Não vi o partido chamar para nem uminha mobilização em apoio ao governo Dilma! Quem chama é a frente da qual o PT faz parte. Que absurdo é este? Agora, quando três senadores do PT não estavam presentes nesta votação fundamental, para alguns companheiros de esquerda ...
A história de um CD histórico: “Águas Abertas” de João Palmeiro.
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O músico João Palmeiro faleceu no dia 23 de janeiro passado, em Porto Alegre. Apesar de ser o talentoso autor de inumeráveis canções, só teve um CD gravado do qual eu tive a alegria de ser a produtora. Aí vai o relato do que lembro, 27 anos depois da gravação. Abraço a todos e espero que curtam! Quando criança, eu ia muito à piscina do Grêmio Náutico Gaúcho, clube cujos sócios eram na sua maioria moradores do bairro Menino Deus, em Porto Alegre. Havia um sobrado antigo onde, no andar de cima, ficava o salão de baile. Lembro que em algumas tardes, subia a escadaria para ver e ouvir uns guris, mais velhos do que eu, que tocavam e cantavam lá. Adolescente, deixei de ir ao clube. A vida seguiu: casei, morei no Chile, em Brasília, em Campinas, tive filhos, me separei e voltei a morar em Porto Alegre no início de 1980. Ao retornar, fiz amizade com o Toneco, que me convidou para fazer vocal num show dele e do Giba Giba, em 1982. Sempre gostei d...
La Golondrina
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Há algumas músicas que tocam o meu coração, vão bem lá dentro. Uma delas é "La golondrina" ( A Andorinha) e quando fiquei sabendo sua história, a música me tocou mais ainda. Narciso Serradell, mexicano, compôs a melodia em 1862, quando esteve exilado, fujindo da invasão francesa. A letra é um poema escrito em árabe, pelo último rei muçulmano Aben Humeya, de Alpujarras (sul da Espanha), lugar que precisou abandonar após ser vencido, lá por 1500. A tradução é de Niceto Zamacois. Na época em que foi composta tornou-se o hino dos exilados mexicanos. Foi gravada por vários grupos e cantores, entre eles, Nana Mouskouri, Caetano Veloso, Elvis Presley, Nat King Cole e Plácido Domingo. "En el siglo XIX el águila representaba el carácter militar de un país que luchaba por su autonomía bajo las armas francesas. La diferencia del águila se encuentra en la golondrina, una avecilla, que fue inspiración de poetas y músicos, muestra sensible y poética de lucha, que exigía su ...