Postagens

Residente - "This is Not America"

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Postagem dedicada ao novo presidente dos EUA Em 2022,  o portoriquenho René Joglar Pérez,  conhecido como  Residente,  compôs o rap "This is Not America" e lançou um clipe que provocou grande impacto, por sua letra e por suas imagens. O s intérpretes são: o próprio Residente e  o duo " Ibeyi", com Naomi Diaz, na  percussão e Lisa-Kaindé nos vocais).  Vi na Internet que, naquele ano, "viralizou", mas, e u não conhecia e assisti ontem, pela primeira vez. Por  coincidência, mInha amiga Beatriz Fagundes rodou hoje no seu programa na Rádio Manawa. Euzinha, muito exibidamente, me ofereci para traduzir.  A primeira coisa que fiz foi procurar traduções prontas, mas as que  encontrei não me agradaram.  C omecei a traduzir e quase desisti!  Apesar de dominar bem o espanhol, havia muitas palavras e versos que eu não entendia. Precisei pesquisar e f iquei surpresa, encontrei várias análises e até um trabalho acadêmico sobre o clipe. Então,...

Elis Vive!

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19 de janeiro 1982, Porto Alegre, eu estava dirigindo  e lembro de ter tido uma sensação muito estranha, a de que a cidade havia parado. Lembro bem, mas não sei explicar. Só no final do dia soube da morte da Elis. Foi uma enorme tristeza e difícil de acreditar.. Fiquei sabendo que estava sendo organizada uma vigília no Auditório Araújo Viana, onde vários músicos iriam se apresentar. Não sei de quem foi a ideia, mas foi uma grande ideia porque assim tivemos um lugar para chorarmos juntos. A noite estava fria, apesar de ser janeiro e fui com a  minha amiga Carmen Peña Sommer. Meses antes, eu assisti "Trem Azul", seu último show. E, q uando terminou, eu e um grupo não muito grande, queríamos falar com Elis. Ela mandou um recado: nos receberia no hotel no dia seguinte.  Mas, eu não fui...... Do livro "Elis Regina", de Zeca Kiechaloski: “Em setembro desse mesmo ano, Elis faria sua última apresentação (...) em Porto Alegre. (...) No Gigantinho, Elis se reencontr...

Histórias do Zeca

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Zeca era o apelido familiar do meu pai, o Sampaio (como ele assinava os seus cartuns). Há oito anos, no dia 12 de janeiro ele nos deixava, com 89 bem vividos anos. Em julho de 2016, foi descoberto um inoperável câncer no seu pulmão, apesar dele ter parado de fumar em 1979. Em nenhum momento sofreu alguma dor física e partiu tranquilo como uma vela que se apaga. Ele foi um dos primeiros cartunistas profissionais do Rio Grande do Sul (se não o primeiro), publicando na prestigiada Revista do Globo, nos anos 1940 e 1950. Depois seguiu publicando seu trabalho em vários jornais e inclusive na TV. Nos anos 1980, resolveu abandonar o jornalismo para se dedicar somente à sua carreira de servidor público no TRE/RS, mas, nunca parou de desenhar. Hoje, no Facebook, vi uma foto que me lembrou uma história  que meu pai contav a.                  Foto:"Homem segurando uma árvore durante o furacão Carol", 1954  (foto atribuída a  Stanl...

Um Natal inesquecível

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Em 1986, meus filhos estavam com o pai  e eu fui com a minha avó e a minha tia passar o Natal em  São Paulo .  A festança seria na casa de uma das minhas primas com toda a parentalha "paulistana" presente.  Algumas das crianças ainda acreditavam no Papai Noel e era uma tradição deles a presença do "bom velhinho"  ao vivo e a cores.  Mas, algumas estavam naquela fase do acredito/não acredito e por isto o Papai Noel não poderia ser o meu tio, como rezava a tradição. Certamente, seria reconhecido pelas mais velhas. Chegamos em São Paulo poucos dias antes da festa de Natal e estávamos hospedadas na casa dos meus tios. As crianças ainda não tinham me visto e, além disto, nos víamos poucas vezes durante o ano, portanto,  difícilmente me reconheceriam. Sendo assim,  eu fui a escolhida para ser o Papai Noel e achei bem bom! Ainda não tinha a roupa que eu usaria, rsrs  Meus tios e sua família, anos antes, haviam vivido nos Estados Unidos e a roupa tin...

Viva o Cinema Brasileiro!

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E viva Marcelo Rubens Paiva, Walter Salles, Fernanda Torres, Fernanda Montenegro, Selton Mello, Murilo Hauser e Heitor Lorega (roteiristas) e toda a equipe! Viva Eunice e Rubens Paiva, e VIVA A DEMOCRACIA! https://agenciabrasil.ebc.com.br/radioagencia-nacional/geral/audio/2025-01/fernanda-torres-e-primeira-brasileira-conquistar-o-globo-de-ouro

A calça amarela!

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  Era verão de 2001 e uma tarde “daquelas” em Porto Alegre, um calorão que só quem mora lá sabe o horror que é. Eu trabalhava na Comunicação da prefeitura. Um belo dia, me chamaram na portaria (em geral, eu era chamada nos "momentos complexos") e encontro um senhorzinho esbravejando, furioso. Demorei a entender o que estava acontecendo, até que ele virou de costas e me mostrou a parte detrás das calças: toda manchada de tinta amarela!  O que aconteceu? Ele quis descansar à sombra e se sentou num banco na Praça Daltro Filho (para quem é da cidade, aquela na frente do Cinema Capitólio). Só que o banco estava recém pintado de amarelíssimo ouro... Como “desgraça pouca é bobagem” ele caminhou oito quadras sob o sol inclemente para chegar até a prefeitura. Imaginem, então, como chegou lá.   A responsabilidade pela pintura era do Departamento de Limpeza Urbana, órgão da prefeitura, portanto, ele estava no lugar certo. Imaginem a cena: o senhorzinho cansado, suado, furioso e ...

Viva o Dia da Consciência Negra!

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  Na minha infância, a bisavó Glória morava conosco. Morreu quando eu tinha 10 anos. Negra, casou-se com o filho de um alemão e nasceram vários filhos mulatos com sobrenome alemão. Sua filha, minha avó Elvira, casou-se com o filho de uma espanhola e de um italiano. Me dizia que, se morássemos nos EUA, teríamos que entrar nos ônibus pela porta dos fundos! Nunca entendi muito bem... Suas amigas mais próximas eram todas negras e mulatas. Minha mãe, sua filha, casou-se com o filho de um autêntico nobre português e de uma missioneira de São Luiz Gonzaga. Os amigos dos meus avós paternos eram todos brancos. Mas, eu nunca notei grande diferença entre todos estes personagens da minha infância. minha bisavó com a minha mãe Meus filhos tiveram uma babá negra que adoravam. Uma vez, o nosso cachorro "comeu" quase todos os seus bonequinhos do Play Mobil e só sobraram os bonecos negros. Eles reclamaram muito, dizendo que "só tinham ficado com bonequinhos negros". ...