Meu amigo
Tenho lembrado muito do Alexandre, Alexandre Schneiders da Silva, amigo querido, parceiro de tantas empreitadas! Nos conhecemos em 1967 e foi amor à primeira vista. Companheiro na militância trotskista, companheiro na música e, durante toda a nossa convivência, um conselheiro insubstituível! Homem inteligente, sensível e bonito, nunca se interessou de verdade pelo sexo oposto e precisou de muita coragem para se relacionar pela primeira vez com outro homem e saber que era gay. Lembro bem deste dia... Também precisou de muita coragem, nos anos 70, para abandonar o promissor curso de medicina e procurar a sua felicidade na Argentina, ao lado de José Maria. Ele e eu voltamos para Porto Alegre em 1980, os dois reiniciando a vida. E nunca mais nos separamos. Estive com ele na batalha contra a Aids, quando o preconceito e o sofrimento eram muito maiores do que são hoje. Mas, a doença venceu, em maio de 1990 e não i...