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Mostrando postagens de julho, 2011

Meu amigo

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            Tenho lembrado muito do Alexandre, Alexandre Schneiders da Silva, amigo querido, parceiro de tantas empreitadas! Nos conhecemos em 1967 e foi amor à primeira vista. Companheiro na militância trotskista, companheiro na música e, durante toda a nossa  convivência, um conselheiro insubstituível! Homem inteligente, sensível e bonito, nunca se interessou de verdade pelo sexo oposto e precisou de muita coragem para se relacionar pela primeira vez com outro homem e saber que era gay. Lembro bem deste dia... Também precisou de muita coragem, nos anos 70, para abandonar o promissor curso de medicina e procurar a sua felicidade na Argentina, ao lado de José Maria. Ele e eu voltamos para Porto Alegre em 1980, os dois reiniciando a vida. E nunca mais nos separamos. Estive com ele na batalha contra a Aids, quando o preconceito e o sofrimento eram muito maiores do que são hoje. Mas, a doença venceu, em maio de 1990 e não i...

Existirmos: a que será que se destina?

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Cajuína, é uma das músicas mais lindas do Caetano Veloso. É uma homenagem ao seu amigo, o poeta e jornalista Torquato Neto, que se suicidou em 1972. Alguns anos depois, Caetano esteve em Teresina, onde moravam os pais de Torquato. Na casa deles, conseguiu chorar  pela primeira vez  a morte do amigo. O pai de Torquato deu a ele uma rosa colhida no seu jardim e serviu cajuína. No dia seguinte, Caetano compôs a música.  Sempre que a escuto lembro do meu querido amigo que  o HIV levou em 1990. Até hoje tenho muita saudade.  Alexandre querido, onde estiveres recebe o meu carinho!