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Nós, os latinoamericanos II

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Desde o ano passado tenho um podcast de músicas latino-americanas no Youtube e no Spotify. O nome é "Nós, os latinoamericanos". Os episódios vão ao ar às quintas-feiras, de quinze em quinze dias, às 10 hs, no programa Beatriz Fagundes, na Rádio Web Manawa, divulgando a música dos países da América Latina. https://manawa.com.br/doe/ Conto um pouco da história de uma música, do seu compositor, de um músico ou algum fato relevante ligado a ela. Sou amadora, uma arquiteta-cantora que gosta muito de música. Gravo com o meu celular e, quando é necessário traduzir, faço uma tradução livre priorizando o sentido da letra.  Espero que gostem. Abraço da Maria Lucia  

Viva Fidel!

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Hoje, 13 de agosto, Fidel Castro completaria 100 anos, mas já não anda mais por aqui desde 2016. Sempre o admirei por sua coragem e coerência.  Ele visitou o Chile em novembro de 1971, durante o Governo da Unidade Popular, grupo de partidos que apoiavam o Presidente Salvador Allende.  Nos vinte e três dias em que lá permaneceu, percorreu o país de norte a sul, visitando as principais cidades e sendo sempre recebido e escutado por multidões. A palavra de ordem era "Fidel, te recebemos lutando." Mas, nem todos estavam satisfeitos com a presença de Fidel Castro no Chile! A imprensa de oposição (o PIG, partido da imprensa golpista) o atacou violentamente durante todo o tempo em que ele esteve no país. "Santiago infestado de cubanos armados"   "junte três barbas imundas: ganhará um Fidel Castro" Um dos jornais publicava todos os dias a foto de uma vassoura, virada de "cabeça para baixo", atrás de uma porta, rsrs - um método muito antigo para espantar ...

Sampaio, meu pai!

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Meu pai foi um dos primeiros, senão o primeiro, cartunista profissional do Rio Grande do Sul. Em 2017 faleceu e, em 2018, editei um livro com seus "desenhos de multidão" que publicava nos anos 1940, na Revista do Globo. Mas, ele desenhava em duas páginas e aqueles desenhos eram só de uma delas. Para homenageá-lo pelo Dia dos Pais, publico alguns dos desenhos que ficavam na outra.  Acho que vocês vão gostar.

Nós, os latinoamericanos!

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Desde o ano passado tenho um podcast de músicas latino-americanas no Youtube e no Spotify e já fiz mais de 30 vídeos. O nome é "Nós, os latinoamericanos". Os episódios vão ao ar às quintas-feiras, de quinze em quinze dias, às 10 hs, no programa Beatriz Fagundes, na Rádio Web Manawa, divulgando a música dos países da América Latina.  https://manawa.com.br/doe/ Conto um pouco da história de uma música, do seu compositor, de um músico ou algum fato relevante ligado a ela. Sou amadora, uma arquiteta-cantora que gosta muito de música. Gravo com o meu celular e, quando é necessário traduzir, faço uma tradução livre priorizando o sentido da letra. Publico aqui os três últimos e espero que gostem!  Abraço da Maria Lucia p.s.- se quiserem ver os outros é só clicar em "maria lucia p. sampaio canções" que está abaixo do vídeo: Vai abrir no início do meu canal e é só clicar em podcast: 

Brigitte Bardot e eu

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Hoje, BB morreu. Fiquei procurando uma outra forma de dizer, mas preferi a real: morreu. Tenho duas lembranças marcantes com ela. A primeira é de 1959. Eu tinha 12 anos quando Brigitte se casou com Jacques Charrier. A foto dos dois, no dia do casamento, correu o mundo, chegou até Porto Alegre, e o vestido que ela usava entrou na moda! Se tornou meu sonho de consumo, meu e de todas as outras  adolescentes.  Era de algodão xadrezinho, um tecido que, até então, só era usado em toalhas de mesa, com bordado inglês nas mangas e no decote.  E eu ganhei um! Naquele tempo, nossos vestidos eram feitos por costureiras da nossa família ou profissionais, mas só as mulheres costuravam. Não lembro quem fez o meu. Pode ter sido a minha avó Dulce, que costurava muito bem. Um dia até tentou me ensinar, mas perdeu a paciência e desistiu, rsrs. Foi tão importante este vestido que lembro até hoje como eu me sentia linda com ele. Meus tios, meus primos e eu (me sentindo linda, rsrs) A ou...

Sobre a Revolução Farroupilha II

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Trabalho do meu pai, o cartunista Sampaio, publicado na Revista do Globo/RS, em novembro de 1948.

Sobre a Revolução Farroupilha I

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Com a palavra Juremir Machado da Silva: Até quando vamos endeusar a revolução farroupilha? Até quando?   Todo os anos eu me pergunto: até quando? Sim, até quando teremos de mentir ou omitir para não incomodar os poderosos individuais ou coletivos? Até quando teremos que tapar o sol com a peneira para não ferir as suscetibilidades dos que homenageiam anualmente uma “revolução” que desconhecem? Até quando teremos de aliviar as críticas para não ofender os que, por não terem estudado História, acreditam que os farroupilhas foram idealistas, abolicionistas e republicanos desde sempre? Até quando teremos de fazer de conta que há dúvidas consistentes sobre a terrível traição aos negros em Porongos? Até quando teremos de justificar o horror com o argumento simplório de que eram os valores da época? Valores da traição, do escravismo, da infâmia? Até quando fingiremos não saber que outros líderes – La Fayette, Bolívar, Rivera – outros países – Uruguai, Argentina, Chile, Bolí...

Residente - "This is Not America"

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Postagem dedicada ao novo presidente dos EUA Em 2022,  o portoriquenho René Joglar Pérez,  conhecido como  Residente,  compôs o rap "This is Not America" e lançou um clipe que provocou grande impacto, por sua letra e por suas imagens. O s intérpretes são: o próprio Residente e  o duo " Ibeyi", com Naomi Diaz, na  percussão e Lisa-Kaindé nos vocais).  Vi na Internet que, naquele ano, "viralizou", mas, e u não conhecia e assisti ontem, pela primeira vez. Por  coincidência, mInha amiga Beatriz Fagundes rodou hoje no seu programa na Rádio Manawa. Euzinha, muito exibidamente, me ofereci para traduzir.  A primeira coisa que fiz foi procurar traduções prontas, mas as que  encontrei não me agradaram.  C omecei a traduzir e quase desisti!  Apesar de dominar bem o espanhol, havia muitas palavras e versos que eu não entendia. Precisei pesquisar e f iquei surpresa, encontrei várias análises e até um trabalho acadêmico sobre o clipe. Então,...

Elis Vive!

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19 de janeiro 1982, Porto Alegre, eu estava dirigindo  e lembro de ter tido uma sensação muito estranha, a de que a cidade havia parado. Lembro bem, mas não sei explicar. Só no final do dia soube da morte da Elis. Foi uma enorme tristeza e difícil de acreditar.. Fiquei sabendo que estava sendo organizada uma vigília no Auditório Araújo Viana, onde vários músicos iriam se apresentar. Não sei de quem foi a ideia, mas foi uma grande ideia porque assim tivemos um lugar para chorarmos juntos. A noite estava fria, apesar de ser janeiro e fui com a  minha amiga Carmen Peña Sommer. Meses antes, eu assisti "Trem Azul", seu último show. E, q uando terminou, eu e um grupo não muito grande, queríamos falar com Elis. Ela mandou um recado: nos receberia no hotel no dia seguinte.  Mas, eu não fui...... Do livro "Elis Regina", de Zeca Kiechaloski: “Em setembro desse mesmo ano, Elis faria sua última apresentação (...) em Porto Alegre. (...) No Gigantinho, Elis se reencontr...

Histórias do Zeca

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Zeca era o apelido familiar do meu pai, o Sampaio (como ele assinava os seus cartuns). Há oito anos, no dia 12 de janeiro ele nos deixava, com 89 bem vividos anos. Em julho de 2016, foi descoberto um inoperável câncer no seu pulmão, apesar dele ter parado de fumar em 1979. Em nenhum momento sofreu alguma dor física e partiu tranquilo como uma vela que se apaga. Ele foi um dos primeiros cartunistas profissionais do Rio Grande do Sul (se não o primeiro), publicando na prestigiada Revista do Globo, nos anos 1940 e 1950. Depois seguiu publicando seu trabalho em vários jornais e inclusive na TV. Nos anos 1980, resolveu abandonar o jornalismo para se dedicar somente à sua carreira de servidor público no TRE/RS, mas, nunca parou de desenhar. Hoje, no Facebook, vi uma foto que me lembrou uma história  que meu pai contav a.                  Foto:"Homem segurando uma árvore durante o furacão Carol", 1954  (foto atribuída a  Stanl...

Um Natal inesquecível

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Em 1986, meus filhos estavam com o pai  e eu fui com a minha avó e a minha tia passar o Natal em  São Paulo .  A festança seria na casa de uma das minhas primas com toda a parentalha "paulistana" presente.  Algumas das crianças ainda acreditavam no Papai Noel e era uma tradição deles a presença do "bom velhinho"  ao vivo e a cores.  Mas, algumas estavam naquela fase do acredito/não acredito e por isto o Papai Noel não poderia ser o meu tio, como rezava a tradição. Certamente, seria reconhecido pelas mais velhas. Chegamos em São Paulo poucos dias antes da festa de Natal e estávamos hospedadas na casa dos meus tios. As crianças ainda não tinham me visto e, além disto, nos víamos poucas vezes durante o ano, portanto,  difícilmente me reconheceriam. Sendo assim,  eu fui a escolhida para ser o Papai Noel e achei bem bom! Ainda não tinha a roupa que eu usaria, rsrs  Meus tios e sua família, anos antes, haviam vivido nos Estados Unidos e a roupa tin...

Viva o Cinema Brasileiro!

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E viva Marcelo Rubens Paiva, Walter Salles, Fernanda Torres, Fernanda Montenegro, Selton Mello, Murilo Hauser e Heitor Lorega (roteiristas) e toda a equipe! Viva Eunice e Rubens Paiva, e VIVA A DEMOCRACIA! https://agenciabrasil.ebc.com.br/radioagencia-nacional/geral/audio/2025-01/fernanda-torres-e-primeira-brasileira-conquistar-o-globo-de-ouro

A calça amarela!

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  Era verão de 2001 e uma tarde “daquelas” em Porto Alegre, um calorão que só quem mora lá sabe o horror que é. Eu trabalhava na Comunicação da prefeitura. Um belo dia, me chamaram na portaria (em geral, eu era chamada nos "momentos complexos") e encontro um senhorzinho esbravejando, furioso. Demorei a entender o que estava acontecendo, até que ele virou de costas e me mostrou a parte detrás das calças: toda manchada de tinta amarela!  O que aconteceu? Ele quis descansar à sombra e se sentou num banco na Praça Daltro Filho (para quem é da cidade, aquela na frente do Cinema Capitólio). Só que o banco estava recém pintado de amarelíssimo ouro... Como “desgraça pouca é bobagem” ele caminhou oito quadras sob o sol inclemente para chegar até a prefeitura. Imaginem, então, como chegou lá.   A responsabilidade pela pintura era do Departamento de Limpeza Urbana, órgão da prefeitura, portanto, ele estava no lugar certo. Imaginem a cena: o senhorzinho cansado, suado, furioso e ...