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O golpe e eu

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Em 1º de abril de 1964 eu tinha 16 anos, morava em Porto Alegre e já gostava de política. Ainda não era ligada a nenhum grupo mas, já era de esquerda e por isto torcia para que as reformas propostas pelo governo do Jango dessem certo. Tive a sorte de nascer numa família em que a política era um dos temas favoritos. Meu avô Sampaio, pai do meu pai, era um humanista/ socialista e simpatizante do PSB. Lá pelos anos 40, Jorge Amado, então na clandestinidade, foi seu hóspede. E isto que ele era um desembargador (naquela época já aposentado)! Os almoços de domingo da minha infância eram na casa dos meus avós e a família toda se reunia. Assunto predileto? Política, ora bolas. Meu pai (o cartunista Sampaio) simpatizava com o Partido Comunista, meu tio Paulo (o também cartunista SamPaulo) era admirador do Brizola, o meu avô era socialista... Resumindo, eram travados maravilhosos e inflamados debates com todos opinando! E a minha avó se preocupava porque os vizinhos poder...

Eu estou beeeeeem assim!

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    Este texto eu recebi (não lembro de quem, rsrsrsrs) há muito tempo.  Não encontrei o nome do autor, mas, adorei e resolvi publicar assim mesmo. "Ontem decidi lavar o carro. Peguei as chaves e fui pra garagem. Então, vi que tinha correspondência em cima da mesa. Antes de lavar o carro, resolvi dar uma olhadinha na correspondência. Deixei as chaves do carro em cima da escrivaninha. Vi que havia contas para pagar e, também, muita propaganda. Fui jogar fora a propaganda, mas o lixo estava cheio e lá fui eu esvaziar. Depois, coloquei as contas em cima da escrivaninha para não esquecer de pagar. Mas, mudei de ideia, decidi primeiro pagar as contas logo porque há um caixa eletrônico aqui perto de casa.  Antes, coloquei a lata de lixo no chão, peguei as contas e fui em direção à porta. Mas, onde estava o cartão do banco? Já sei, na bolsa que usei ontem. Passando pela sala, vi em cima da mesa uma garrafa de pepsi-cola que eu...

Deus vos salve esta casa santa

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Lindo arranjo do maestro Toneco da Costa para a música de Caetano Veloso e Torquato Neto, no CD "Amo-te muito" lançado em 1989:  https://www.youtube.com/watch?v=ooO4M_JeI8g

E como era bom...

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  Na semana passada tive uma experiência maravilhosa. Recebi, pelo correio, um cartão de Natal mandado por uma amiga que vive nos Estados Unidos. Que alegria senti! E dupla, por estar recebendo o cartão dela e por estar recebendo um cartão. Dentro do envelope escrito a mão (sim, escrito a mão!) estava um lindo cartão de Natal. Estava nos esperando naquela mesma caixa de correspondência que, dia após dia, semana após semana, mês após mês, só recebe contas, propaganda, revistas gratuitas que não temos nenhum interesse em ler e outras coisas que não sei por que mandam sem a gente pedir... Lá estava, nos esperando, um cartão de Natal! Não me lembrava mais como era gostoso receber cartões, cartões postais, cartas, estas coisas que já não se usa mais mandar (pelo menos no Brasil). E como era bom... Para abrir o envelope um pequeno ritual: olhar se o destinatário somos nós, virar o envelope e ver quem é o remetente, colocar contra a luz para ver como abrir sem estrag...

Chile, 11 de setembro: 40.000 mortos pela ditadura de Pinochet!

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YO PISARÉ LAS CALLES NUEVAMENTE Pablo Milanes Yo pisaré las calles nuevamente De lo que fué Santiago ensangrentada Y en una hermosa plaza liberada Me detendré a llorar por los ausentes Yo vendré del desierto calcinante Y saldré de los bosques y los lagos Y evocaré en un cerro de Santiago A mis hermanos que murieram antes Yo me volque al que hizo mucho y poco al que quiere la Patria liberada dispararé las primeras balas más temprano que tarde sin reposo Retornarán los libros, las canciones Que quemaran las manos asesinas Renascerá mi pueblo de su ruína Y pagarán su culpa los traidores Un niño jugará en una alameda Y cantará con sus amigos nuevos Y ese canto será el canto del suelo A una vida cegada en La Moneda Yo pisaré las calles nuevamente De lo que fué Santiago ensangrentada Y en una hermosa plaza, liberada Me detendré a llorar por los ausentes https://www.youtube.com/watch?v=nWciBcmWrbc

Para Ricardo

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Hoje, 25 de agosto de 2011, Ricardo completa 35 anos. Em 2000, escrevi uma carta para ele e a compartilho.  Parabéns, querido! Porto Alegre, 25 de agosto de 2000 Ricardo, meu querido filho Há 24 anos atrás, no dia 22 de agosto, morria Juscelino Kubitschek. Nós morávamos em Brasília, cidade que amava seu construtor. Era 1976 e a democracia ainda não tinha dado muitos sinais de vida. As proibições ainda eram muitas e, o pior de tudo, não se tinha clara a noção do que era proibido. Juscelino morreu num acidente de carro, até hoje não muito bem explicado e seria enterrado em Brasília, marco de sua vida. Os militares temeram e tentaram fazer um enterro discreto. O corpo chegou de avião e, apesar do grande número de pessoas que se espalharam pelas avenidas para recebê-lo, o carro que o conduzia passou em alta velocidade. Esta era a ordem dos militares. A frustração e a tristeza tomaram conta de todos. A ditadura foi um tempo de grandes frustrações ...

família

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Me dei conta que no blog não tem a foto dos filhos, da nora e do neto Gabriel. Achei esta, de março de 2011, em Florianópolis. Da esq. para a direita: Xico, Euzinha, meu pai Zeca, Ricardo com Gabriel no colo, Tati com Ramiro na barriga e Miguel.