Hoje, BB morreu. Fiquei procurando uma outra forma de dizer, mas preferi a real: morreu. Tenho duas lembranças marcantes com ela. A primeira é de 1959. Eu tinha 12 anos quando Brigitte se casou com Jacques Charrier. A foto dos dois, no dia do casamento, correu o mundo, chegou até Porto Alegre, e o vestido que ela usava entrou na moda! Se tornou meu sonho de consumo, meu e de todas as outras adolescentes. Era de algodão xadrezinho, um tecido que, até então, só era usado em toalhas de mesa, com bordado inglês nas mangas e no decote. E eu ganhei um! Naquele tempo, nossos vestidos eram feitos por costureiras da nossa família ou profissionais, mas só as mulheres costuravam. Não lembro quem fez o meu. Pode ter sido a minha avó Dulce, que costurava muito bem. Um dia até tentou me ensinar, mas perdeu a paciência e desistiu, rsrs. Foi tão importante este vestido que lembro até hoje como eu me sentia linda com ele. Meus tios, meus primos e eu (me sentindo linda, rsrs) A ou...
Meu pai foi um dos primeiros, senão o primeiro, cartunista profissional do Rio Grande do Sul. Em 2017 faleceu e, em 2018, editei um livro com seus "desenhos de multidão" que publicava nos anos 1940, na Revista do Globo. Mas, ele desenhava em duas páginas e aqueles desenhos eram só de uma delas. Para homenageá-lo pelo Dia dos Pais, publico alguns dos desenhos que ficavam na outra. Acho que vocês vão gostar.
Em 1º de abril de 1964 eu tinha 16 anos, morava em Porto Alegre e já gostava de política. Ainda não era ligada a nenhum grupo mas, já era de esquerda e por isto torcia para que as reformas propostas pelo governo do Jango dessem certo. Tive a sorte de nascer numa família em que a política era um dos temas favoritos. Meu avô Sampaio, pai do meu pai, era um humanista/ socialista e simpatizante do PSB. Lá pelos anos 40, Jorge Amado, então na clandestinidade, foi seu hóspede. E isto que ele era um desembargador (naquela época já aposentado)! Os almoços de domingo da minha infância eram na casa dos meus avós e a família toda se reunia. Assunto predileto? Política, ora bolas. Meu pai (o cartunista Sampaio) simpatizava com o Partido Comunista, meu tio Paulo (o também cartunista SamPaulo) era admirador do Brizola, o meu avô era socialista... Resumindo, eram travados maravilhosos e inflamados debates com todos opinando! E a minha avó se preocupava porque os vizinhos poder...
Comentários