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Bate mais forte o meu coração

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Este escrito é de 2009 e eu pensei que já havia postado no blog.  Como a Imperadores do Samba foi mais uma vez campeã do carnaval de Porto Alegre, resolvi publicar. foto: Felix Zucco/ Zero Hora É domingo de manhã, primeiro de março, e eu estou morrendo de vergonha por ser porto-alegrense. Explico:  sou colorada desde antes de nascer e “imperador” há quase 20 anos, quando descobri o carnaval de Porto Alegre por motivos profissionais.  Tenho acompanhado os desfiles somente pela televisão e só uma vez fui a um ensaio, para mostrar o nosso carnaval a uns amigos espanhóis. Digamos, então, que o meu amor é platônico... Quando soube que a Imperadores iria homenagear o Inter vibrei e comecei a procurar alguém que quisesse desfilar comigo. Nenhum dos meus amigos quis e eu tive que me conformar. Pensei em ir ao sambódromo, que eu não conhecia, mas também não consegui companhia. Com a vitória da Imperadores resolvi assistir ao desfile das campeãs, para fes...

Duas historinhas com Glênio Bianchetti

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Em 1981, quando voltei para Porto Alegre depois de ter passado 10 anos fora, "cunhei" a seguinte frase: " Porto Alegre, quem não se conhece é parente, o desconhecido não existe". De lá pra cá, só tenho confirmado isso. Pois, um primo da minha avó materna era casado com a Jussara, que é irmã da Ailema, que era mulher do Glênio. E além disto, minha tia Theresa foi colega dele no Belas Artes e meu pai e meu tio foram amigos dele na juventude, em Porto Alegre. Glenio e Ailema moravam em Brasília, mas nós nos encontramos algumas vezes. Lá por 1973/74, ganhei da Jussara uma xilogravura fantástica do Glênio. Estava na chácara em  que ela morava, em Gravataí, tinha sido feita vinte anos antes, mas como ele não gostou da cópia, ficou por lá. Na época, estava na moda fazer "póster" (no sul, dizíamos bem assim) e então, a xilogravura foi grudada num compensado, e ficou com a aparência de um cartaz. E que gafe a minha que não tinha a menor noção de qu...

Iguape

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No ano de 2004, em Porto Alegre, lancei o CD “Canções de Antigamente”. Em função disto, dei uma entrevista à Rádio Gaúcha. O programa era à tarde, mas como fez sucesso, foi reprisado na madrugada do fim de semana. Em Iguape, no vale da Ribeira (São Paulo), um casal me escutou cantando as canções de antigamente e gostou. Como eu havia divulgado meu e-mail durante a entrevista, eles enviaram uma mensagem: o casal, Wanda e Luiz, queriam comprar o meu CD. Naturalmente, enviei um CD para eles de presente. Começamos a trocar mensagens e, à distância, nos tornamos amigos. Um dia, Luiz me contou que Wanda estava muito doente e lutando para viver. Algum tempo depois, com uma linda dedicatória, recebi o livro escrito por ela neste momento difícil. Mas, infelizmente, a doença venceu e sua morte me deixou triste. Luiz e eu continuamos a troca de mensagens e passei a receber a “Tribuna de Iguape”, onde ele mantém uma coluna. O nascimento dos meus netinhos foi noticiado n...

Chile, setembro de 1973/ primeira parte

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"Hay más verdad en los recuerdos  que en la historia." Remis Ramos Belmar Para nós, brasileiros que vivíamos no Chile em 1973, o golpe não foi uma surpresa porque já tínhamos a experiência do golpe brasileiro. Mas, os chilenos não conheciam outra coisa senão a estabilidade das instituições democráticas e admitiam, quando muito, a possibilidade de um golpe branco, sem o uso da força. O fato é que, lá no fundo, todos nós tínhamos a ilusão de que Salvador Allende permaneceria no governo até o fim de seu mandato, apesar da constante tensão. Com meus pais, embarcando para o Chile/ junho de 1971  Cheguei ao Chile em 1971 para encontrar meu namorado, Renato Dagnino, que havia sido expulso da UFRGS pelo decreto 477 que já estava lá. Nós dois militávamos no movimento estudantil, em Porto Alegre. Ele fazia parte da diretoria do DCE/UFRGS e era presidente do CEUE (Centro dos Estudantes Universitários de Engenharia)e eu, estudante de Arquitetura,...

O Carnaval de Sampaio na Revista do Globo

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Meu pai foi um dos primeiros cartunistas profissionais do Rio Grande do Sul.  Começou nos anos 40, na Revista do Globo, com os desenhos de multidão.  Cada semana, escolhia um tema e a "graça" era encontrar o homenzinho fazendo xixi, sempre presente (40 anos antes do "Onde está Wally"!).  Mas, procurando bem, também se encontra o seu auto-retrato e eu, de franjinha, sempre ali por perto.  Então, divirtam-se. p.s.- Sampaio tem hoje 85 anos mas, infelizmente, não desenha mais.  O também cartunista SamPaulo, já falecido, era seu irmão mais moço.  Seu auto-retrato, feito em 1953, para facilitar a busca por ele nos desenhos.

POLITIZAÇÃO E DESBUNDE

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"Assim se projetou uma geração.  A Faculdade de Arquitetura da UFRGS refletiu a rebeldia dos anos 1960. Por lá passaram diversos personagens e personalidades." Do Jornalista Paulo César Teixeira, autor de "Esquina Maldita"  (Editora Libretos, 2012). Publicado no Caderno de Cultura da Zero Hora de hoje. Euzinha em 1969 Uma sexagenária que acompanhou a trajetória de sua geração, a Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da UFRGS foi uma espécie de point de descolados que sintonizou Porto Alegre com os movimentos de vanguarda política, estética e comportamental que se alastravam pelo mundo nos anos 1960. A escola que completou seis décadas de vida em junho do ano passado era um “centro convulsionado de inquietações”, como sugere o ex-aluno Jorge Polydoro, atual presidente do Instituto e revista Amanhã. “Era a faculdade da moda”, acrescenta Luís Carlos Macchi Silva, o Lico, que ingressou como estudante em 1965 e hoje é professor da instituição...