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Chile, 11 de setembro: 40.000 mortos pela ditadura de Pinochet!

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YO PISARÉ LAS CALLES NUEVAMENTE Pablo Milanes Yo pisaré las calles nuevamente De lo que fué Santiago ensangrentada Y en una hermosa plaza liberada Me detendré a llorar por los ausentes Yo vendré del desierto calcinante Y saldré de los bosques y los lagos Y evocaré en un cerro de Santiago A mis hermanos que murieram antes Yo me volque al que hizo mucho y poco al que quiere la Patria liberada dispararé las primeras balas más temprano que tarde sin reposo Retornarán los libros, las canciones Que quemaran las manos asesinas Renascerá mi pueblo de su ruína Y pagarán su culpa los traidores Un niño jugará en una alameda Y cantará con sus amigos nuevos Y ese canto será el canto del suelo A una vida cegada en La Moneda Yo pisaré las calles nuevamente De lo que fué Santiago ensangrentada Y en una hermosa plaza, liberada Me detendré a llorar por los ausentes https://www.youtube.com/watch?v=nWciBcmWrbc

Para Ricardo

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Hoje, 25 de agosto de 2011, Ricardo completa 35 anos. Em 2000, escrevi uma carta para ele e a compartilho.  Parabéns, querido! Porto Alegre, 25 de agosto de 2000 Ricardo, meu querido filho Há 24 anos atrás, no dia 22 de agosto, morria Juscelino Kubitschek. Nós morávamos em Brasília, cidade que amava seu construtor. Era 1976 e a democracia ainda não tinha dado muitos sinais de vida. As proibições ainda eram muitas e, o pior de tudo, não se tinha clara a noção do que era proibido. Juscelino morreu num acidente de carro, até hoje não muito bem explicado e seria enterrado em Brasília, marco de sua vida. Os militares temeram e tentaram fazer um enterro discreto. O corpo chegou de avião e, apesar do grande número de pessoas que se espalharam pelas avenidas para recebê-lo, o carro que o conduzia passou em alta velocidade. Esta era a ordem dos militares. A frustração e a tristeza tomaram conta de todos. A ditadura foi um tempo de grandes frustrações ...

família

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Me dei conta que no blog não tem a foto dos filhos, da nora e do neto Gabriel. Achei esta, de março de 2011, em Florianópolis. Da esq. para a direita: Xico, Euzinha, meu pai Zeca, Ricardo com Gabriel no colo, Tati com Ramiro na barriga e Miguel.

Anões, Mídia & Deficiência

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O texto que segue é o depoimento da jornalista gaúcha Lelei Teixeira no seminário "Mídia & Deficiência" organizado pela Assembléia Legislativa/ RS, na última semana de julho. Emocionante! "Agradeço aos organizadores deste seminário a oportunidade de compartilhar com vocês um pouco da minha experiência e algumas inquietações que cercam a vida de pessoas que, como eu, têm uma deficiência.  Falar de uma questão que me diz respeito é um desafio, até porque sou mais dos bastidores do que do palco. Como tratar de tema tão delicado, evitando cair na vitimização, no paternalismo, no heroísmo, no fetiche, no clichê, no estereótipo? Falar com serenidade das dificuldades do dia a dia – e elas existem! – encarar a diferença, e a repercussão dessa diferença, no meio em que vivemos não é tarefa fácil. Mas é tarefa necessária, imprescindível nesses tempos em que tanto se discursa pela inclusão, acessibilidade, diferença, pluralidade. A sociedade reserva um ...

Meu amigo

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            Tenho lembrado muito do Alexandre, Alexandre Schneiders da Silva, amigo querido, parceiro de tantas empreitadas! Nos conhecemos em 1967 e foi amor à primeira vista. Companheiro na militância trotskista, companheiro na música e, durante toda a nossa  convivência, um conselheiro insubstituível! Homem inteligente, sensível e bonito, nunca se interessou de verdade pelo sexo oposto e precisou de muita coragem para se relacionar pela primeira vez com outro homem e saber que era gay. Lembro bem deste dia... Também precisou de muita coragem, nos anos 70, para abandonar o promissor curso de medicina e procurar a sua felicidade na Argentina, ao lado de José Maria. Ele e eu voltamos para Porto Alegre em 1980, os dois reiniciando a vida. E nunca mais nos separamos. Estive com ele na batalha contra a Aids, quando o preconceito e o sofrimento eram muito maiores do que são hoje. Mas, a doença venceu, em maio de 1990 e não i...

Existirmos: a que será que se destina?

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Cajuína, é uma das músicas mais lindas do Caetano Veloso. É uma homenagem ao seu amigo, o poeta e jornalista Torquato Neto, que se suicidou em 1972. Alguns anos depois, Caetano esteve em Teresina, onde moravam os pais de Torquato. Na casa deles, conseguiu chorar  pela primeira vez  a morte do amigo. O pai de Torquato deu a ele uma rosa colhida no seu jardim e serviu cajuína. No dia seguinte, Caetano compôs a música.  Sempre que a escuto lembro do meu querido amigo que  o HIV levou em 1990. Até hoje tenho muita saudade.  Alexandre querido, onde estiveres recebe o meu carinho!

A arte de ser avó

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Estou muito feliz e emocionada, nasceu Ramiro, meu segundo neto.  Este é um trecho da crônica "A arte de ser avó", publicada   em 1964,  no livro "O brasileiro perplexo" de Rachel de Queiroz. “Netos são como heranças: Você os ganha sem merecer. Sem ter feito nada para isso, De repente caem do céu... É como dizem os ingleses, um Ato de Deus. Sem se passarem as penas do amor, sem os compromissos do matrimônio, sem as dores da maternidade. E não se trata de um filho apenas suposto. O neto é, realmente, o sangue do seu sangue, filho do filho, mais filho que filho mesmo... Cinqüenta anos, cinqüenta e cinco... Você sente, obscuramente, nos seus ossos, que o tempo passou mais depressa do que esperava. Não lhe incomoda envelhecer, é claro. A velhice tem as suas alegrias, as suas compensações; todos dizem isso, embora você, pessoalmente, ainda não as tenha descoberto, mas acredita. Todavia, também obscuramente, também sentida nos seus ossos, às vezes lh...