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Amigo

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Adoro meus amigos. Tenho de todos os tipos. Alguns ficaram pelo caminho e outros chegaram. Não seguiram comigo por motivos sortidos e variados.  Como dizia o querido Alexandre Schneiders da Silva, que não está mais com a gente: "teus amigos são aqueles que te suportam", rsrsrs Sofri por perdê-los, mas a chegada de novas queridas e queridos sempre faz bem para o meu coração. Pois é, tenho mais de 2.000 amigos no FB.  Por sorte, nem todos interagem comigo porque, se não fosse assim, certamente, iria pirar. Aceito quase todos que me pedem amizade por dois motivos: me ajuda a divulgar os trabalhos do meu pai e do meu tio (dois cartunistas gaúchos já falecidos) e porque sou bastante "politiqueira". Claro que antes de aceitar faço uma visitinha à linha do tempo deles e os muito religiosos, os muitos reacionários e os muito anti-alguma coisa, eu não aceito. Gente fanática faz mal à saúde. Sem esquecer dos estranhos militares norte-americanos e outros e...

Sampaio, meu pai.

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Ontem, meu pai teria feito 93 anos. No dia 27 de julho de 2016 foi descoberto o câncer de pulmão que o levou. Lúcido, nos deixou no verão de 2017, com uma admirável aceitação da doença, mesmo sentindo a sua vida indo embora aos poucos. Foi um dos primeiros (senão o primeiro) cartunista profissional do Rio Grande do Sul e era irmão mais velho do também cartunista SamPaulo. Nascido José Miguel Pereira de Sampaio, como cartunista assinava Sampaio. Trabalhou na Revista do Globo, em vários jornais e em televisão, sempre desenhando. Paralelamente, era servidor público do TRE/ RS e acabou por abandonar o jornalismo e fazer uma bela carreira no tribunal. Nunca gostou de estudar. Meus avós decidiram que ele deveria ir para uma escola que tinha o regime de internato. O guri fugia, rsrsrs Mas, apesar de ter cursado só até o ginásio, meu pai tinha uma vasta cultura e, como bom jornalista, estava sempre muito bem informado. Inteligente e curioso, lia muito. Era colorado fanático ...

Meu bolo

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Meu neto Gabriel, que tem 10 anos, está se interessando pelas artes culinárias. Eu prometi mandar a receita de um bolo que faço há muitos anos e que é o único que eu sei fazer, rsrsr.  Mas, achei boa ideia "socializar" a receita, com direito a sua história. Gabriel e eu, em novembro de 2018 Na minha infância meus aniversários eram sempre festejados e, até  hoje aniversário pra mim é sinônimo de festa. Eu adoro! Morava em Campinas, em 1977, quando meu primeiro filho, Ricardo, fez um ano. Não sabia fazer bolo e não pode haver festa de aniversário sem bolo. Oba, minha cunhada Vevé, fez o bolo! Para os aniversários que se seguiram, não lembro quem fez, só  tenho certeza de que não fui eu porque ainda não tinha aprendido. Em 1981, Ricardo, eu e Miguel, que havia nascido em 1979,  fomos morar em Porto Alegre . Contei para a amiga Jovita que não sabia fazer bolo.  Ela se indignou com a minha ignorância e me deu uma receita muuuuuuuuito...

Cartuns do iraniano Alireza Pakdel

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Repeteco

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Prateleiras vazias, panelas batendo, corrida por papel higiênico  e confinamento não são novidade para mim porque vivi isto no Chile, nos anos 1970. Dois anos antes da queda do presidente Allende, as prateleiras do comercio de produtos básicos começaram a se esvaziar. Os articuladores do golpe criaram artificialmente um desabastecimento de produtos de primeira necessidade. Entre outras coisas faltou papel higiênico e guardanapos de papel que poderiam substituí-lo, faltaram fósforos, isqueiros, leite e leite em pó, café, café solúvel, chá, pão nas padarias, farinha de trigo, azeite, banha, manteiga, margarina, açúcar, carne de gado e de frango... No início, espalharam o boato de que iriam faltar alguns produtos e as pessoas assustadas começaram a estocar. Ao mesmo tempo, a produção nas fábricas foi sendo reduzida ao mínimo e, em alguns casos, os produtos foram escondidos pelos fabricantes e pelos grandes distribuidores. Então, instalou-se o caos social que os golpistas ...

Amazing Grace

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Gosto imensamente de uma canção norte-americana chamada "Amazing Grace" e, quando soube a sua história, passei a gostar mais ainda.  Não tenho pré-conceito com nenhum tipo de música.  Cantei muitos "negros spirituals" (hoje chamados gospel) no Coral de Câmara do Rio Grande do Sul, lá nos anos 60. Esta canção tem uma bela história!   "Exite uma vertente no Blues Norte Americano chamada de 'Espiritual Negro', canções de caráter religioso com raízes africanas ligadas aos sentimentos e ao sofrimento dos escravos negros.  Quase todos foram escritos apenas utilizando as cinco notas pretas do piano que se repetem em oitavas. Hoje, é chamada “escala pentatônica mas, naquele tempo, costumava ser chamada de 'escala escrava'. Um homem chamado John Newton foi quem escreveu a letra de "Amazing Grace". Antes de se tornar cristão, foi capitão de um navio de escravos.  Não se encontra nenhum registro sobre quem fez a melodia e é provável ...

Foi só um dia da minha vida, mas que dia...

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O dia foi 14 de novembro de 2019, quinta-feira passada. Capítulo I  Moro em Florianópolis, estava em Porto Alegre e às 7 e 35 eu deveria estar no Aeroporto para embarcar no voo da Azul que sairia às 8 e 35.  Saí da cama às 6 e 15 min, ainda cansada por ter dormido pouco e pela correria dos dias anteriores (formatura do neto Marcelo em Capão da Canoa, arrumações e vários outros eteceteras).  Ás 10 para às 7 chamei um carro pelo aplicativo “99” que demoraria 12 min.  Um pouco demais para o meu gosto, mas tudo bem.  Quando cheguei no hall do prédio vi que chovia a cântaros e que eu não teria como chegar na portaria sem me molhar toda. Por sorte, uma moça simpática me deu carona no guarda-chuva dela. O aplicativo agora me informava que ainda faltavam 9 min. para o carro chegar.  Com surpresa, às 7 e 1 vi que faltavam 12 min.  Comecei a me preocupar, mas como às 7 e 3 faltavam só 5 min, fiquei tranquila.  Lá pelas tantas me dei conta de que já havi...