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Mostrando postagens de abril, 2021

O rei Roberto e a mantissidão

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 " Os botões da blusa q ue você usava e  meio confusa d esabotoava i am pouco a pouco m e deixando ver n o meio de tudo u m pouco de você. Nos lençóis macios a mantes se dão, t ravesseiros soltos, r oupas pelo chão.  Braços que se abraçam, b ocas que murmuram p alavras de amor enquanto se procuram..." trecho da música "Os seus botões" de Roberto e Erasmo Carlos, de  1976 Durante muito tempo, quando escutava esta música, ficava imaginando como seria esta mantissidão. E via uma paisagem tranquila, campos verdes, montanhas ao fundo, um céu bem azul, sem nuvens e o que se ouvia era só o silencio, um lugar de muita paz que avistavam da janela... Até que um belo dia, não lembro quando, li a letra e SURPRESA! A mantissidão era só "amantes se dão" e eu fiquei muito encabulada com a minha patetice, rsrs Em 2009, o jornalista David Coimbra publicou, no jornal gaúcho Zero Hora, uma crônica com o título de "Os botões da blusa" e um amigo me passou o recort...

Alexandre, meu amigo para sempre

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maio de 1981 Alexandre foi uma pessoa muito especial.  No final dos anos 60, estudante de medicina, militou em um grupo trotskista e  foi preso. Quando saiu da prisão perguntei se havia sido torturado e ele respondeu que não, que só havia levado choque nas pontas dos dedos...  Assim era o Alexandre, com tanta gente sofrendo e sendo morta, ele não considerou o que sofreu como tortura. Depois disto abandonou a medicina, e em 1971 foi morar em Buenos Aires com seu amor José Maria. Em 1981 retornou a Porto Alegre e continuamos nossa amizade como se nunca tivéssemos estado  separados. Em 1987, a AIDS era considerada "o câncer gay" e foi neste ano que Alexandre se contaminou. Assim como hoje, que estamos vivendo  a pandemia do COVID e têm gente andando por aí sem máscara e se aglomerando, naquele momento quase ninguém usava camisinha nas suas relações sexuais. E q uantas vidas poderiam ter sido salvas! Alexandre faleceu em maio de 1990, depois de muito sofrimento...

Minhas primeiras "casas"

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Quando nasci, minha família morava numa casa muito grande, na rua Riachuelo, em Porto Alegre. Na frente da casa, ficava um colégio de padres salesianos que, naquele tempo, usavam batinas pretas: o Colégio Nossa Senhora das Dores. Meu pai, um anticlerical muito irreverente, me ensinou que tanto os padres quanto os guarda-chuvas se chamavam Bu. E eu, bem pequenininha e toda feliz, cada vez que via um deles, um padre ou um guarda-chuva, apontava e dizia: buuuuuuuuuu. Era um sucesso: “tão engraçadinha”, rsrs.  Mas, será que havia alguma semelhança com a palavra urubu? Neste tempo, eu tinha dois amigos que moravam na casa ao lado da minha: o Luiz Artur e a Maninha.  Ele, um pouco mais velho do que eu, estudava piano, o que me deixava morta de inveja. Eu também queria tocar, mas minha mãe dizia que nunca teríamos condições financeiras para comprar um piano e por isto eu não podia aprender.  E me obrigou a estudar balé, que eu odiava, porque eu tinha os “pés pra dentro”! N...

Porque nunca terei conta no Banco Itaú e nem cartão Hipercard!

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  Crédito: Charge SEEB/SP Hoje o Facebook me trouxe nas "Lembranças" uma postagem que fiz no dia 11 de abril de 2016, muito semelhante à "Saga dos Comprovantes" que publiquei aqui dias atrás.  http://maria-lucia.blogspot.com/2021/04/a-saga-dos-comprovantes.html Lá vai: "Minha mãe tem 86 anos e, infelizmente, está em uma geriatria com Alzheimer.  Ela tinha um cartão do Supermercado BIG, em Porto Alegre, que na verdade é um cartão do Itaú. Há muito não era usado e eu resolvi cancelar. Como a mensalidade, pequena é verdade, era cobrada mensalmente resolvi cancelar. Dia 31 de março iniciou a minha saga.* Liguei para o 0800 do Itaúcard pedindo informações sobre como deveria proceder, já que sou procuradora da minha mãe. A moça 1 me explicou que só a titular poderia cancelar, mas depois de 25 min de explicações ela me pareceu ter entendido e disse que, em três dia uteis, alguém ligaria para me explicar o que eu deveria fazer. No sábado, 2 de abril, recebi u...

A saga dos comprovantes!

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  foto: Andrea Piacquadio/ Pexels Minha mãe tem 91 anos e minha tia Theresa tem 89 (fará 90 daqui a um mês). As duas declaram imposto de renda, portando as duas precisam do tal informe de rendimentos do ano que passou. Minha tia, aposentada como professora do Estado do Rio Grande do Sul, retirava pessoalmente no “Tudo fácil” em Porto Alegre e eu baixava o da minha mãe, aposentada do TRE/RS, do site do tribunal. Como o “Tudo Fácil” está fechado, a alternativa era pelo portal do servidor na Internet. Claro que seria uma tarefa muito complicada para uma pessoa da idade dela e resolvi assumir a tarefa. Capítulo I Comprovante da Dona Norma, minha mãe Como faço há alguns anos entrei no site do TRE/RS para baixar o comprovante. Então o site pediu: login, senha e um token, que eu não tinha a menor ideia do que era. Como eu tinha o tutorial com as instruções, fiz o que estava lá: instalei o aplicativo Authenticator no celular, o QR foi lido na tela do computador e apareceram 6 quadrad...