Minha Vó-Mãe
Hoje, 20 de maio, faz tempo demais que minha avó Elvira morreu. Eu tinha 18 anos e ela era a mãe da minha mãe. Não conheceu os meus filhos, meus netos e nem o Xico. Não me viu arquiteta, nem cantora. Não participou da minha vida adulta. Uma pena... Na noite do seu enterro (que eu não tive a coragem de assistir) meus companheiros do "Coral de Câmara do Rio Grande do Sul" fizeram uma serenata na minha janela. Foi uma linda e inesquecível manifestação de carinho. Só seis meses depois da sua morte consegui chorar, amparada pela minha amiga Selena. A minha avó não chorava. Acho que as tristezas foram tantas, que as lágrimas secaram e somente um grito saía da sua garganta nos momentos de grande sofrimento. Hoje, estou com saudade da minha Vó-Mãe! Era assim que eu a via, minha avó e minha mãe e era assim que eu a chamava. Alguém tem culpa desta confusão? A minha corajosa avó, “mulher separada” em Porto Alegre no início dos anos 30, que não acreditou qu...