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Minha Vó-Mãe

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Hoje, 20 de maio, faz tempo demais que minha avó Elvira morreu. Eu tinha 18 anos e ela era a mãe da minha mãe. Não conheceu os meus filhos, meus netos e nem o Xico. Não me viu arquiteta, nem cantora. Não participou da minha vida adulta. Uma pena... Na noite do seu enterro (que eu não tive a coragem de assistir) meus companheiros do "Coral de Câmara do Rio Grande do Sul" fizeram uma serenata na minha janela. Foi uma linda e inesquecível manifestação de carinho. Só seis meses depois da sua morte consegui chorar, amparada pela minha amiga Selena. A minha avó não chorava. Acho que as tristezas foram tantas, que as lágrimas secaram e somente um grito saía da sua garganta nos momentos de grande sofrimento. Hoje, estou com saudade da minha Vó-Mãe! Era assim que eu a via, minha avó e minha mãe e era assim que eu a chamava. Alguém tem culpa desta confusão? A minha corajosa avó, “mulher separada” em Porto Alegre no início dos anos 30, que não acreditou qu...

A derrota que me fez mais colorado. A maior torcida do planeta!

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    Tá bem, já faz muito tempo... mas, nós ainda ouvimos as piadinhas "deles". Por isto postei este belíssimo texto do Felipe Vieira. p.s. n a foto, de branco e olhando para a câmera com os dois braços levantados, Miguel Dagnino, meu filho. Meu pai também estava lá, mas por problemas de saúde não pode ir ao segundo jogo.  "Estou em algum lugar entre São Paulo e Porto Alegre, no voo G3 7488. Cansado depois de 30 horas entre aviões e aeroportos penso na viagem em busca do sonho do Bi Campeonato Mundial FIFA. Não foi desta vez que a taça retornará ao Beira-Rio, mas apesar da derrota justa e inesperada para o Mazembe (aprendi pequeno uma máxima do futebol, que mais uma vez aconteceu: Quem não faz, leva) não estou triste como já fiquei em outras vezes. Olympia, Bahia, Flamengo, a injustiça do Corinthians em 2005... doeram muita mais que esta. Um time de futebol, não se faz apenas com uma grande equipe. Se faz a partir de sua torcida e a nossa pode ficar ...

Cuidado com o bicho-papão!

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Não lembro se quando eu era criança me assustavam com o bicho papão. Eu tinha medo do escuro e me encarregava de criar os meus próprios monstros, que acredito eram muito mais assustadores do que o do tal bicho-papão. Pois é, na minha época, se usava assustar as crianças para elas obedecerem... Lembrei disto lendo as manchetes a respeito do primeiro debate entre Dilma e Serra na Band. O coro dizia mais ou menos assim:“Como ela foi agressiva!”. Será mero acaso estarem repetindo, repetindo, repetindo o que o Serra disse inúmeras vezes durante o debate? Parece que não. Está na cara que isto faz parte da campanha para transformar, a todo custo, a Dilma num baita de um bicho-papão! E pra que isto aconteça, qualquer motivo serve, porque o motivo é o que menos interessa.   udo isto nós, os eleitores de Dilma, já vimos no primeiro turno. E nos chocamos, nos indignamos, comentamos entre nós, fomos para a internet postar e/ou enviar desmentidos, lemos os blogs que apoiam...

Quem sabe paramos pra pensar?

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    Tenho recebido mensagens de alguns amigos assustados com a possibilidade de termos Dilma como presidente do Brasil. Em sua maioria, estas mensagens são carregadas de raiva e  escárnio, sem nenhum resquício de debate político, de projetos e/ou de idéias.    Se as informações que as mensagens contêm são verdadeiras ou não, parece que não interessa, mesmo para aqueles que acusam os políticos de mentirosos. São passadas adiante muitas e muitas e muitas vezes e acabam se tornando “verdadeiras”.   Vou votar na Dilma. Não sou imparcial e não acredito na imparcialidade de ninguém. Sejamos padres, jornalistas, “celebridades”, todos temos posição. Penso que, até mesmo ao não nos posicionarmos, estamos tomando posição.   É impossível sermos imparciais porque temos sentimentos, desejos e opiniões. Por isto, no mínimo, deveríamos nos preocupar em saber de onde vem a informação, principalmente porque a internet é uma fonte de...

Chile 11 de setembro de 1973

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Maria Lucia tinha 25 anos e estava lá. Queria construir com o povo chileno o tão sonhado mundo novo. Seu sonho era o mesmo de muitas e muitas pessoas pelo mundo afora. Em 1970, Salvador Allende foi eleito presidente do Chile e, como a lei mandava, teve sua eleição ratificada pelo Congresso. Venceu o projeto da Unidade Popular que defendia uma sociedade com justiça e liberdade. Era a chamada “Via chilena para o socialismo”, calcada na ordem democrática e na participação popular. Em 1971, quando Maria Lucia chegou lá, encontrou um país em efervescência. Os chilenos a receberam carinhosamente, como uma “hermana latinoamericana”. Ela vinha do Brasil, pais das perseguições, da tortura... Trazia o medo impregnado e a vontade de ser feliz! Allende nacionalizou as minas de cobre (a principal riqueza do país), passou as minas de carvão e a telefonia para o controle do Estado, aumentou a intervenção nos bancos e fez a reforma agrária. Para os latino-americanos pob...

Reme

Em 29 de junho de 2010, Reme virou uma estrela. Como Elis que ela adorava... https://photos.app.goo.gl/JYvYT471CfKuVKF77

a voz do violão

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Pra minha surpresa, esta gravação caseira da música do Francisco Alves e Horácio Campos, já foi vista 1822 vezes! Obrigada, querido Francisco Castro.