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Viva Paulo Freire!

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Meu pai foi um dos primeiros cartunistas profissionais do Rio Grande do Sul. Iniciou nos anos 40 e assinava Sampaio.  Tinha só para ele uma página na Revista do Globo, importante revista gaúcha daquela época, que preenchia com desenhos "de multidão" em situações do dia a dia e em momentos históricos. Tinha como característica uma brincadeira que fazia com o leitor que, muitos anos antes da publicação de "Onde está Wally", tinha que procurar um homenzinho fazendo xixi (sempre de costas, naturalmente, rsrsrs). Em 1987 os professores de escolas públicas do Rio Grande do Sul em greve acamparam na praça que fica em frente ao palácio do governo, em Porto Alegre e Sampaio, que já não desenhava mais profissionalmente, retratou este momento. E quem está no meio da multidão? O grande educador Paulo Freire, que na ontem estaria fazendo 100 anos.  Tente encontrá-lo, sem olhar a reprodução que está lá embaixo, rsrs  Abraço a todos! Maria Lucia p.s. Infelizmente, as reivindicaçõe...

Até um dia, querido Alexandre.

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  Em 1988, trabalhava no CODEC (Conselho de Cultura do Estado/ RS) quando conheci o engenheiro responsável pela montagem das arquibancadas de um evento que eu estava produzindo. Com muito orgulho contou que o seu filho organizava  as “Semanas Culturais” (não tenho certeza se era este o nome) do Colégio Militar, onde estudava. Pedi que ele falasse com o filho sobre a possibilidade dele trabalhar comigo na preparação do evento (acho que era a Latinomusica, onde estiveram presentes vários grandes nomes da música deste nosso canto sul do mundo e dentre eles Chico Buarque). Ele nunca apareceu e eu esqueci o assunto. Dois anos depois, solicitei reingresso para o curso de Comunicação da UFRGS e nos primeiros dias de aula conheci o Alexandre. Foi amor à primeira vista. Um belo dia contou que há uns anos o pai sugeriu que ele procurasse uma amiga que trabalhava no CODEC, onde havia uma possibilidade de estágio. Ele nem pensou em fazer isto porque imaginou que esta amiga do p...

Netinhos em Florianópolis

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Coisa boa é estar com os netinhos!

Anos multicoloridos!

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Anos multicoloridos, é assim que eu qualifico os anos em que estudei na Faculdades de Arquitetura da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre. Mas, foi muito mais do que um período de estudo, foi um tempo de novas experiências, muita diversão e muitas maluquices! Cheguei lá em 1969, depois de uma breve passagem pelos cursos de física e depois de jornalismo, na Faculdade de Filosofia da mesma universidade.  Logo  me  sent i em casa, entre outras coisas porque conhecia muitos dos novos colegas que já tinham sido meus colegas no Colégio de Aplicação, que era ao lado da faculdade. Nem o trajeto da minha casa até lá não  era novidade.     Difícil descrever como era  o "clima" da faculdade, mas meu colega Ivan Pinheiro Machado soube definir muito bem: " A faculdade era um imenso bar, naquilo que os bares têm de filosófico, lúdico, quixotesco. Muitos de nós devemos à faculdade não uma profissão, mas uma visão de mundo. Um tempo que...

A festa do meu cinquentenário!

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Não faz muito, me dei conta de que não tinha escrito nada sobre a comemoração dos meus 50 anos com o show “50 anos esta noite”, onde cantei sozinha pela primeira vez.   O palco não era novidade para mim. Aos seis anos, comecei a estudar balé, na escola do Professor Rolla e em todos os finais de ano, até os meus quinze anos, me apresentei nos espetáculos da escola, no Theatro São Pedro, em Porto Alegre. Tenho até diploma de bailarina, reconhecido pela Secretaria de Educação. Mas, eu estava sempre em grupo. Neste mesmo período eu fazia parte do Orfeão Artístico do Colégio Pio XII. Cheguei a ser solista, mas era a minha voz que se destacava. Não lembro que idade tinha quando solei a "Noite Feliz" na Missa do Galo da Catedral Metropolitana de Porto Alegre, mas estava lá em cim,a no lugar do cor,o e ninguém me viu.  Em uma festa do colégio fui convidada a declamar uma poesia. A apresentação seria num auditório bem maior do que o nosso, com quase o dobrao do tamanho. Já estava com ...

Maria Lucia canta no "Roda Som", em 2000

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  Há dois anos consegui passar para MP4 o conteúdo de algumas fitas VHS guardadas há muito tempo. O processo foi, digamos, um tanto ou quanto arcaico, rsrs.  Para isto, o nosso amigo Xykito  (Luiz Francisco Ferreira Caspar) emprestou o seu aparelho de videocassete (lembram do que é?) e o Ricardo, meu filho, ajudou a   montar a parafernália toda.  E foi uma parafernália, mesmo! O som saia direto para o laptop do meu marido Xico porque o meu resolveu não gravar e a  imagem era gravada diretamente da tela da TV com a máquina fotográfica. Depois, o trabalho de juntar o semblante com o sotaque, a parte mais difícil, me tocou fazer sozinha. Estou postando o vídeo que terminei de editar hoje e espero que gostem do resultado! Abraço a todos p.s. é só clicar no nome do vídeo: Maria Lucia no "Roda Som" em 2000 Foto do estúdio (rsrsr):

O rei Roberto e a mantissidão

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 " Os botões da blusa q ue você usava e  meio confusa d esabotoava i am pouco a pouco m e deixando ver n o meio de tudo u m pouco de você. Nos lençóis macios a mantes se dão, t ravesseiros soltos, r oupas pelo chão.  Braços que se abraçam, b ocas que murmuram p alavras de amor enquanto se procuram..." trecho da música "Os seus botões" de Roberto e Erasmo Carlos, de  1976 Durante muito tempo, quando escutava esta música, ficava imaginando como seria esta mantissidão. E via uma paisagem tranquila, campos verdes, montanhas ao fundo, um céu bem azul, sem nuvens e o que se ouvia era só o silencio, um lugar de muita paz que avistavam da janela... Até que um belo dia, não lembro quando, li a letra e SURPRESA! A mantissidão era só "amantes se dão" e eu fiquei muito encabulada com a minha patetice, rsrs Em 2009, o jornalista David Coimbra publicou, no jornal gaúcho Zero Hora, uma crônica com o título de "Os botões da blusa" e um amigo me passou o recort...