Postagens

Netinhos em Florianópolis

Imagem
Coisa boa é estar com os netinhos!

Anos multicoloridos!

Imagem
Anos multicoloridos, é assim que eu qualifico os anos em que estudei na Faculdades de Arquitetura da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre. Mas, foi muito mais do que um período de estudo, foi um tempo de novas experiências, muita diversão e muitas maluquices! Cheguei lá em 1969, depois de uma breve passagem pelos cursos de física e depois de jornalismo, na Faculdade de Filosofia da mesma universidade.  Logo  me  sent i em casa, entre outras coisas porque conhecia muitos dos novos colegas que já tinham sido meus colegas no Colégio de Aplicação, que era ao lado da faculdade. Nem o trajeto da minha casa até lá não  era novidade.     Difícil descrever como era  o "clima" da faculdade, mas meu colega Ivan Pinheiro Machado soube definir muito bem: " A faculdade era um imenso bar, naquilo que os bares têm de filosófico, lúdico, quixotesco. Muitos de nós devemos à faculdade não uma profissão, mas uma visão de mundo. Um tempo que...

A festa do meu cinquentenário!

Imagem
Não faz muito, me dei conta de que não tinha escrito nada sobre a comemoração dos meus 50 anos com o show “50 anos esta noite”, onde cantei sozinha pela primeira vez.   O palco não era novidade para mim. Aos seis anos, comecei a estudar balé, na escola do Professor Rolla e em todos os finais de ano, até os meus quinze anos, me apresentei nos espetáculos da escola, no Theatro São Pedro, em Porto Alegre. Tenho até diploma de bailarina, reconhecido pela Secretaria de Educação. Mas, eu estava sempre em grupo. Neste mesmo período eu fazia parte do Orfeão Artístico do Colégio Pio XII. Cheguei a ser solista, mas era a minha voz que se destacava. Não lembro que idade tinha quando solei a "Noite Feliz" na Missa do Galo da Catedral Metropolitana de Porto Alegre, mas estava lá em cim,a no lugar do cor,o e ninguém me viu.  Em uma festa do colégio fui convidada a declamar uma poesia. A apresentação seria num auditório bem maior do que o nosso, com quase o dobrao do tamanho. Já estava com ...

Maria Lucia canta no "Roda Som", em 2000

Imagem
  Há dois anos consegui passar para MP4 o conteúdo de algumas fitas VHS guardadas há muito tempo. O processo foi, digamos, um tanto ou quanto arcaico, rsrs.  Para isto, o nosso amigo Xykito  (Luiz Francisco Ferreira Caspar) emprestou o seu aparelho de videocassete (lembram do que é?) e o Ricardo, meu filho, ajudou a   montar a parafernália toda.  E foi uma parafernália, mesmo! O som saia direto para o laptop do meu marido Xico porque o meu resolveu não gravar e a  imagem era gravada diretamente da tela da TV com a máquina fotográfica. Depois, o trabalho de juntar o semblante com o sotaque, a parte mais difícil, me tocou fazer sozinha. Estou postando o vídeo que terminei de editar hoje e espero que gostem do resultado! Abraço a todos p.s. é só clicar no nome do vídeo: Maria Lucia no "Roda Som" em 2000 Foto do estúdio (rsrsr):

O rei Roberto e a mantissidão

Imagem
 " Os botões da blusa q ue você usava e  meio confusa d esabotoava i am pouco a pouco m e deixando ver n o meio de tudo u m pouco de você. Nos lençóis macios a mantes se dão, t ravesseiros soltos, r oupas pelo chão.  Braços que se abraçam, b ocas que murmuram p alavras de amor enquanto se procuram..." trecho da música "Os seus botões" de Roberto e Erasmo Carlos, de  1976 Durante muito tempo, quando escutava esta música, ficava imaginando como seria esta mantissidão. E via uma paisagem tranquila, campos verdes, montanhas ao fundo, um céu bem azul, sem nuvens e o que se ouvia era só o silencio, um lugar de muita paz que avistavam da janela... Até que um belo dia, não lembro quando, li a letra e SURPRESA! A mantissidão era só "amantes se dão" e eu fiquei muito encabulada com a minha patetice, rsrs Em 2009, o jornalista David Coimbra publicou, no jornal gaúcho Zero Hora, uma crônica com o título de "Os botões da blusa" e um amigo me passou o recort...

Alexandre, meu amigo para sempre

Imagem
maio de 1981 Alexandre foi uma pessoa muito especial.  No final dos anos 60, estudante de medicina, militou em um grupo trotskista e  foi preso. Quando saiu da prisão perguntei se havia sido torturado e ele respondeu que não, que só havia levado choque nas pontas dos dedos...  Assim era o Alexandre, com tanta gente sofrendo e sendo morta, ele não considerou o que sofreu como tortura. Depois disto abandonou a medicina, e em 1971 foi morar em Buenos Aires com seu amor José Maria. Em 1981 retornou a Porto Alegre e continuamos nossa amizade como se nunca tivéssemos estado  separados. Em 1987, a AIDS era considerada "o câncer gay" e foi neste ano que Alexandre se contaminou. Assim como hoje, que estamos vivendo  a pandemia do COVID e têm gente andando por aí sem máscara e se aglomerando, naquele momento quase ninguém usava camisinha nas suas relações sexuais. E q uantas vidas poderiam ter sido salvas! Alexandre faleceu em maio de 1990, depois de muito sofrimento...

Minhas primeiras "casas"

Imagem
Quando nasci, minha família morava numa casa muito grande, na rua Riachuelo, em Porto Alegre. Na frente da casa, ficava um colégio de padres salesianos que, naquele tempo, usavam batinas pretas: o Colégio Nossa Senhora das Dores. Meu pai, um anticlerical muito irreverente, me ensinou que tanto os padres quanto os guarda-chuvas se chamavam Bu. E eu, bem pequenininha e toda feliz, cada vez que via um deles, um padre ou um guarda-chuva, apontava e dizia: buuuuuuuuuu. Era um sucesso: “tão engraçadinha”, rsrs.  Mas, será que havia alguma semelhança com a palavra urubu? Neste tempo, eu tinha dois amigos que moravam na casa ao lado da minha: o Luiz Artur e a Maninha.  Ele, um pouco mais velho do que eu, estudava piano, o que me deixava morta de inveja. Eu também queria tocar, mas minha mãe dizia que nunca teríamos condições financeiras para comprar um piano e por isto eu não podia aprender.  E me obrigou a estudar balé, que eu odiava, porque eu tinha os “pés pra dentro”! N...